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Fila do desemprego em São Paulo cresce 23,8% em 2015 e já tem 1,5 milhão de pessoas

Taxa média de desemprego na região metropolitana subiu de 10,8%, em 2014, para 13,2% no ano passado, aponta Seade

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Mário Braga,
O Estado de S. Paulo

27 Janeiro 2016 | 10h52

SÃO PAULO - O número total de desempregados na região metropolitana de São Paulo avançou 23,8% entre 2014 e 2015: de 1,182 milhão para 1,463 milhão de pessoas. No período, a taxa média de desemprego subiu de 10,8% para 13,2%. Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada nesta quarta-feira pela Fundação Seade.

A deterioração do mercado de trabalho no ano passado é resultado da queda de 1,4% no nível de ocupação, com a eliminação de 137 mil postos de trabalho, e o crescimento de 1,3% da População Economicamente Ativa (PEA), ou seja, um aumento de 144 mil pessoas procurando emprego.

O detalhamento por setores mostra que apenas o segmento da metal-mecânica cortou 70 mil vagas (-10,6%) em 2015. Já o setor da Construção eliminou 59 mil postos (-8,0%), enquanto Serviços cortou 31 mil vagas (-0,6%). No período, apenas o Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas contribuiu para a diminuição do desemprego, com a geração de 35 mil postos de trabalho (+2,1%).

A taxa de desemprego na região metropolitana, no entanto, apresentou um leve recuo para 13,9% em dezembro, depois de ficar em 14,1% em novembro, "em movimento típico para o período", revela o estudo. A Fundação Seade destaca que, desta forma, a taxa de desemprego permanece "em relativa estabilidade" pelo terceiro mês consecutivo. Em dezembro de 2014, a taxa estava em 9,9%.

Renda. O rendimento médio real dos ocupados na região metropolitana de SP subiu 1,2% em novembro ante outubro, para R$ 1.919,00. A renda média real dos assalariados, cresceu 2,2% no período, para R$ 1.964,00. Em consequência, a massa de rendimentos dos ocupados teve alta de 1,5%, enquanto a dos assalariados avançou 1,7%.

Na comparação com novembro de 2014, no entanto, houve quedas dos rendimentos médios reais dos ocupados e dos assalariados, de 9,3% e 7,5%, respectivamente. Com isso, as massas de rendimentos de ambos também recuaram: 11,6% e 11,7%, nesta ordem, sendo que o encolhimento do rendimento médio pesou mais para o movimento do que a redução do nível de ocupação, destaca a Fundação Seade.

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