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‘NYT’ impresso tem dez anos pela frente, diz presidente executivo

Declaração de Mark Thompson foi feita ao comentar os resultados positivos da companhia dona do jornal

Agências internacionais, O Estado de S.Paulo

13 Fevereiro 2018 | 23h38

O presidente da The New York Times Co., Mark Thompson, afirmou, ao comentar os resultados positivos da companhia dona do NYT, que o jornal impresso vai continuar a existir por pelo menos mais dez anos, apesar do aumento das receitas advindas de assinaturas exclusivamente digitais.

Na semana passada, a empresa anunciou que faturou, em 2017, mais de US$ 1 bilhão em assinaturas pela primeira vez. O resultado está ligado à atração de novos assinantes para a versão online do New York Times. Somente no terceiro trimestre do ano passado, segundo o balanço da companhia, 157 mil assinantes foram adicionados à base de consumidores do jornal pela internet.

Ao ser questionado pela rede CNBC, na noite de segunda-feira, Thompson afirmou que o jornal impresso continua a fazer sentido econômico neste momento. “Eu acredito que (a versão impressa do NYT) tem muitos anos pela frente. Nós gostaríamos de vê-la sobreviver e prosperar por muitos anos. Acredito que temos pelo menos dez anos pela frente nos Estados Unidos para esse produto”, disse o executivo. “Depois disso, nós decidiremos, simplesmente em termos econômicos, se o jornal impresso continuará a fazer sentido.”

Thompson afirmou que o mais importante é que o jornal conseguiu “mudar de rota”, deixando para trás a discussão entre impresso e online. “Como eu costumo dizer, o mais importante é que nós estamos mudando de rota. Não somos mais dependentes do produto impresso. E, em 2017, conseguimos aumentar o faturamento total da companhia e ficamos mais lucrativos, apesar de o negócio impresso ainda enfrentar certos desafios”, frisou.

A receita da companhia com publicidade digital aumentou 14% no ano passado, alcançando US$ 238 milhões. O faturamento do segmento cresceu 9% no último trimestre de 2017, para US$ 84 milhões – o equivalente a 46% da receita com publicidade de outubro e dezembro. 

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