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O Brasil pior na foto entre países ricos e emergentes

O Estado de S.Paulo

14 Junho 2014 | 02h 03

A desaceleração da economia brasileira está evidente também no exterior. O Banco Mundial prevê que o crescimento do País será de apenas 1,5%, neste ano, muito inferior à média dos países emergentes (4,8%). E, o que é pior, também inferior à média dos países desenvolvidos (1,9%) e à média global (2,8%). Afinal, a recuperação esperada para 2015/2016 será modesta, segundo a publicação Global Economic Prospects, distribuída pelo Banco Mundial.

O Banco Mundial também reduziu as projeções do PIB para o mundo, de 3,2%, em janeiro, para 2,8%, no relatório deste mês, mas a de 2015 foi mantida em 3,4%. A América Latina deverá ter uma desaceleração leve neste ano e uma melhoria gradual, em 2015 e 2016.

Mais do que uma desaceleração cíclica, analisam os especialistas do Banco Mundial, há a preocupação de que o crescimento reduzido a longo prazo "se transforme numa nova normalidade", pois a demanda de produtos básicos pela China crescerá menos e o desafio será aumentar a produtividade.

A indústria brasileira sabe perfeitamente do que se trata, pois a produtividade cresceu, entre janeiro e abril, menos do que a queda do emprego.

Neste ano, o Brasil só deverá crescer mais, na América Latina, do que Argentina, Venezuela, Jamaica e Santa Lucia - ilha do Caribe dependente da banana e do turismo. E não será muito diferente em 2015, prevê o Banco Mundial: além dos quatro que ficarão atrás do Brasil, em 2014, apenas dois serão adicionados - República Dominicana e El Salvador.

A queda de 2013 deveu-se à estabilização ou perda de valor das cotações das commodities, à desaceleração da China, ao crescimento volátil dos Estados Unidos - resultando, em conjunto, na fragilidade das exportações - e em problemas internos. No Brasil, as reformas estruturais foram interrompidas. Gargalos na energia e na infraestrutura foram agravados pelo ambiente de negócios desfavorável e a consequência foi uma perda de crescimento econômico e de produtividade.

O crescimento inexpressivo deste ano se deve "à confiança enfraquecida dos empresários, ao aperto do crédito e a outros impedimentos macroeconômicos". A inflação em alta afeta o País e outros emergentes, como a Turquia e a África do Sul.

Em resumo, não fazem sentido as repetidas declarações das autoridades brasileiras de que os problemas vêm do exterior. O Banco Mundial sugere que boa parte deles é daqui.

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