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O futuro do celular

“Internet das coisas” é uma expressão quente do mercado de tecnologia. Grandes fabricantes apostam que, num futuro próximo, todos os objetos estarão conectados, da geladeira ao carro, da roupa ao interruptor de luz, da televisão à usina hidrelétrica, da câmera de trânsito à linha de produção da fábrica.

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Renato Cruz

31 Janeiro 2016 | 03h00

Nesse cenário, em que tudo está em rede, qual é o papel do celular, dispositivo especializado em conexão? “O celular deve se tornar mais simples”, acredita Roberto Soboll, diretor sênior de dispositivos móveis da Samsung Brasil. “Durante os últimos anos, fomos integrando várias funcionalidades ao aparelho. Agora deve começar um movimento contrário.”

Essa tendência ainda não se reflete nos produtos disponíveis no mercado. Até porque existem alguns desafios, mais mercadológicos do que tecnológicos, para que a internet das coisas venha a se concretizar. Vários fabricantes têm lançado dispositivos conectados, mas falta um trabalho grande de padronização para que eles consigam funcionar bem numa única rede.

A consultoria IDC prevê que, neste ano, o mercado de internet das coisas vai movimentar US$ 4,1 bilhões no Brasil. Boa parte do faturamento virá do mercado corporativo, em áreas como telemetria e monitoramento. Nesse mercado, a automatização já havia começado antes mesmo de internet das coisas se tornar uma expressão da moda. O uso de leitores automáticos de consumo de energia, por exemplo, pode ser considerado internet das coisas. O controle de frotas pela rede de celular também.

Do lado do usuário doméstico, a IDC constatou que cerca de 10% das residências têm algum dispositivo (que não o computador, o celular ou o tablet) conectado à internet. São televisores inteligentes, consoles de jogo e câmeras de segurança, entre outros. Apesar disso, os dispositivos domésticos conectados à internet devem movimentar somente US$ 37 milhões no Brasil em 2016.

A automação residencial, também considerada internet das coisas, existe há décadas, mas só recentemente o preço caiu e esse tipo de solução se tornou mais acessível. E a principal pergunta é a seguinte: que dispositivo será a central de controle disso tudo?

Uma opção é o televisor conectado. Outra é a geladeira, com tela sensível ao toque. A solução mais natural seria o celular que cada um carrega no bolso. Tecnologias mas recentes, como telas flexíveis, devem permitir novos formatos de smartphones. Até porque, sem isso, fica difícil manter a tendência atual de oferecer telas cada vez maiores. No lugar de ser um aparelho que faz tudo – como muitos já compararam, um canivete suíço eletrônico – o celular pode se tornar uma interface simples para interagir com todos os dispositivos ao nosso redor.

DIGITAIS

Apagão analógico

Ficou marcado para o próximo dia 15 o fim da TV analógica em Rio Verde (GO). A previsão inicial era que isso acontecesse em novembro, mas a meta de ter 93% das casas com recepção digital não foi alcançada. A cidade é o piloto do processo de desligamento no Brasil, com final previsto para 2018. Quem vê a TV aberta e não tiver um televisor ou conversor digital ficará sem sinal. A faixa de 700 MHz, ocupada pelos canais analógicos, será usada para ampliar a telefonia celular de quarta geração (4G).

Banda larga

A 4G está para se tornar, neste ano, o principal meio de acesso à internet no País. As conexões com tecnologia 4G passaram de 6,8 milhões em 2014 para 25,4 milhões em 2015, igualando o total de acessos de banda larga fixa, segundo a Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil).

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