Ant Clausen/Shutterstock
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O futuro em construção

Empresas premiadas apontam retomada nos segmentos de médio e alto padrão

O Estado de S. Paulo

13 Junho 2017 | 22h30

Gafisa, Plano & Plano e Lopes venceram a 24ª edição do Top Imobiliário nas categorias incorporadora, construtora e vendedora, respectivamente. A base do prêmio é o ranking final da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), que registrou os lançamentos de 2016 na Região Metropolitana de São Paulo, com área total a ser construída de 3,2 milhões de m² – queda de 24% em relação ao ano anterior.

Foi o “fundo poço”, segundo o Sindicato da Habitação de São Paulo, cujo anuário aponta o total de 17.620 novos imóveis na capital paulista no ano passado, o terceiro consecutivo com retração em número de lançamentos. O Secovi-SP, porém, acredita que o mercado já sinaliza uma reação. Os fundamentos para a perspectiva de melhora são queda contínua na taxa de juros, recuo da inflação para o centro da meta, aumento do índice de confiança e maior movimento de compradores nos plantões de vendas.

A construção de moradia popular tornou-se o grande mercado, puxando os resultados das empresas para o alto. Mas lançamentos de médio e alto padrão, que se concentraram a partir do último trimestre de 2016, registram boa velocidade de vendas, segundo as companhias premiadas. Também merecem destaque projetos de alto luxo, na zona sul, com preços de R$ 9 milhões a R$ 21 milhões. 

Estudo da Fundação Getúlio Vargas, em conjunto com o Secovi-SP, indica, para o período de 2015 a 2025, a necessidade adicional de 14,5 milhões de domicílios. O Brasil, segundo a entidade, precisará colocar no mercado 1,5 milhão de moradias só para atender a demanda anual – sem contar o déficit habitacional de 6 milhões de unidades.

O cenário é de recuperação, na avaliação do setor da construção civil, que defende a política econômica em curso, com redução na taxa básica de juros. Também considera indispensável a aprovação das reformas previdenciária e trabalhista para melhoria no ambiente de negócios, com ampliação da oferta de empregos.

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