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O que sugere o surto de inadimplência no varejo

O Estado de S.Paulo

10 Junho 2014 | 02h 03

Os registros de inadimplência geral caíram 6,8% no mês de maio, em comparação com abril. A informação é da Boa Vista, do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SBPC). Houve queda, também, de 1,4%, na comparação com maio do ano passado. Duas informações aparentemente positivas, no sentido de melhor higidez no mercado de crédito, embora os dados de mais longo prazo, isto é, dos 12 meses encerrados em maio, comparados com os 12 meses anteriores, tenham oferecido um ligeiro aumento da inadimplência geral, de 1,8% para 1,9%.

De qualquer forma, o índice de variação acumulada em 12 meses mantém-se em nível tolerável, abaixo de 3,0%, mas aumentando nos últimos três meses.

Embora estejamos muito abaixo da curva de altas de inadimplência assinalada do início de 2011 até início de 2013, o fato é que ela voltou a se manifestar, numa fase em que deveria estar sob maior controle, pois, os bancos, em virtude mesmo daquelas grandes altas, adotaram desde o início de 2013 critérios de maior rigor no exame do crédito. Tanto assim que o governo passou a exortar o sistema bancário privado a oferecer mais crédito e colocou os bancos públicos a serviço dessa política. Mas foi em boa parte em função daquela atitude mais rigorosa dos bancos privados que os níveis de inadimplência caíram ao longo de 2013 e se apresentam hoje em escala suportável.

O governo, no entanto, insiste em uma política de facilitário no que se refere ao crédito em geral, e o próprio ex-presidente Lula, adepto - provavelmente sem o saber - de uma consumption ou demand side economics, concita as atuais autoridades econômicas a gastar "um pouco mais" e a dar mais crédito.

Mas o indicador de inadimplência, no curto prazo, que caiu 6,8% em maio, no que se refere ao crédito geral, aumentou 11,6% no mesmo mês, no que se refere ao varejo. Ou seja, no crédito oferecido pelas lojas, com respaldo do sistema financeiro, nas habituais compras a prazo "sem juros".

As causas do aumento desse tipo de inadimplência decorrem, evidentemente, da queda na atividade econômica em geral, da queda no nível de emprego e de reajustes salariais menos condescendentes nos últimos meses.

Em última análise, resultam do esgotamento gradual da propensão a consumir devido ao estreitamento, também gradual, das margens de ganhos de renda.

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