Wilton Junior/Estadão - 18/11/2016
Wilton Junior/Estadão - 18/11/2016

Oi só deve atrair investidor após assembleia, diz presidente

Para Marco Schroeder, desafio agora é estancar queda na receita e perda de clientes, além de aprovar plano de recuperação

Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

15 Novembro 2017 | 05h00

O presidente da Oi, Marco Schroeder, minimizou as chances de uma assinatura de acordo com investidores interessados na companhia antes da aprovação do plano de recuperação judicial na assembleia-geral de credores, adiada para 7 de dezembro. “O foco agora é o acordo de acionistas e credores. Em um segundo momento, seria importante uma aproximação com potenciais investidores”, disse.

Em uma crise aguda desde junho do ano passado, quando entrou com pedido de proteção contra os credores na Justiça, com dívidas de R$ 64 bilhões, a Oi reportou na segunda-feira, 13, lucro líquido de R$ 8 milhões no terceiro trimestre, revertendo prejuízo de R$ 1,2 bilhão no mesmo período do ano passado. Foi o primeiro resultado positivo da tele desde o fim de 2015.

Em delicada situação financeira e em litígio entre acionistas e credores, Schroeder admitiu que a companhia tem o desafio de conter o processo de queda no faturamento, motivado pela perda de clientes. A solução, segundo ele, está na ampliação dos investimentos para melhoria da cobertura e da qualidade das redes. A receita líquida da Oi totalizou R$ 5,964 bilhões no terceiro trimestre, retração de 6,7% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita com as operações nas áreas de telefonia fixa e móvel, banda larga, TV por assinatura e serviços corporativos somou R$ 5,863 bilhões, recuo de 4,7%.

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Acordo. O executivo confirmou que a Oi assinou um acordo de confidencialidade com os potenciais investidores da China Telecom e do fundo Texas Pacific Group, para que eles conheçam mais detalhes da operadora brasileira. “Não há nenhuma proposta formal nem sinalização de que irá ocorrer de fato”, ponderou.

Schroeder voltou a reforçar a importância da aprovação do plano de recuperação judicial da companhia e capitalização para ampliar os investimentos operacionais. “Com a injeção de recursos e o capital equilibrado, a Oi sairá fortalecida da recuperação judicial e terá condições de contribuir com o País”, afirmou o executivo nesta terça-feira, 14, durante teleconferência com investidores e analistas.

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Embora haja sinalização de Brasília sobre uma possível intervenção do governo federal na empresa, Schroeder reiterou que não vê riscos neste momento, uma vez que a operadora tem ampliado os investimentos e reduzido a quantidade de reclamações de consumidores.

“O cenário de potencial intervenção é extremado, para o caso de não haver convergência (das negociações para o plano de recuperação) e risco sobre as operações da Oi. Nesse momento, é inexistente”, disse.

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