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Operários do Comperj param por um reajuste de 15%

IDIANA TOMAZELLI - Agencia Estado

05 Fevereiro 2014 | 10h 18

Operários que trabalham nas obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, na região leste do Estado do Rio de Janeiro, entraram em greve nesta quarta-feira (05). As principais reivindicações dos trabalhadores são melhores condições de trabalho e reajuste salarial de 15%. O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio de Janeiro (Sinduscon-RJ) teria, inclusive, tido um carro incendiado pelos trabalhadores que protestavam na BR-116.

Segundo um operário que está à frente da greve, a situação não é nova. No ano passado, foram cinco paralisações reivindicando questões semelhantes, também sem o apoio do sindicato. "Tem consórcio em que falta água, então chega no fim do dia e não tem o que beber, ou como tomar banho", disse, preferindo não se identificar por medo de represálias por parte dos empreiteiros ou até de demissão.

Ainda segundo o operário, a comida servida aos trabalhadores não tem qualidade e, por vezes, chega estragada. Quem se recusa a comer corre o risco de ser ameaçado, acrescentou. Há também quem não receba seus salários desde o Natal. Ao todo, ele estima que mais de 20 mil trabalhadores tenham aderido à greve.

O assessor do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ), Ronaldo Moreno, que acompanha a situação em Itaboraí, afirmou que os operários pararam já na sexta-feira, mas a greve foi deflagrada só hoje e deve persistir por tempo indeterminado. "A situação está sem controle. Há muitas ilegalidades sob os olhos da Petrobras", disse. Até o momento, a estatal petrolífera não se pronunciou sobre a greve.