Pacote fará 'diferença real' na economia, diz Paulson

Para secretário do Tesouro dos EUA, combinação de restituições de impostos e incentivos fiscais ajudará o país

Regina Cardeal, da Agência Estado,

08 Maio 2008 | 18h13

O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, disse nesta quinta-feira, 8, que o pacote de estímulo econômico é grande o suficiente para fazer uma "diferença real" para a economia. A combinação de restituição de impostos para as famílias e incentivos fiscais para as empresas deve criar mais de meio milhão de empregos até o fim do ano, disse Paulson.   Veja também: Cronologia da crise financeira  Entenda a crise nos Estados Unidos     "Em US$ 150 bilhões - ou cerca de 1% (do PIB) -, estas medidas para as empresas e as famílias são suficientemente grandes para fazer uma real diferença para contermos a desaceleração atual da economia", disse Paulson em texto preparado para discurso na Biblioteca Central de Kansas City.   Mais cedo, Paulson visitou uma gráfica do Tesouro em Kansas para acompanhar a primeira impressão em massa dos 130 milhões de cheques para a devolução dos impostos prevista no pacote de estímulo. As devoluções começaram a ser feitas na semana passada por meio de depósitos diretos e mais de US$ 100 bilhões em pagamentos deverão ser enviados pelo correio até o início de julho.   Paulson disse que os pagamentos devem ajudar a economia rapidamente e destacou que representam quase três vezes o valor de US$ 38 bilhões em restituição dada em 2001 e 2003 - quando estima-se que um terço dos pagamentos foi gasto. Paulson disse numa sessão de perguntas e respostas que, com os cheques sendo enviados até o início de julho, ele espera ver "algum avanço" na economia no verão (do Hemisfério Norte).   Cerca de US$ 50 bilhões em incentivos fiscais para as empresas também estão incluídos no pacote assinado em fevereiro. Enquanto os Democratas pediram para uma segunda rodada de estímulos, incluindo a ampliação do auxílio-desemprego, Paulson tem rejeitado a idéia. A Casa Branca ameaçou vetar o projeto de auxílio moradia que tramita na Câmara, embora autoridades do governo tenham acenado com a possibilidade de uma solução de consenso.   Paulson afirmou que a correção no mercado de moradia era "inevitável e necessária", afirmando que, quando os preços se estabilizarem, as pessoas voltarão a comprar residências. "Estamos trabalhando para minimizar o impacto da correção no setor de moradia sobre o restante da economia, mas não queremos impedir seu progresso", disse.   Paulson afirmou que o crescimento "continuou fraco na primeira metade de 2008", destacando que, enquanto os salários subiram, também avançaram os custos dos alimentos, gasolina e cuidados com saúde. Em entrevista à rede de notícias Fox esta manhã, Paulson disse que o segundo trimestre será "duro", mas que espera um "ritmo mais rápido" de crescimento até o fim do ano.

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