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Para Padilha, 'batalha' da Previdência vai, no máximo, até o fim de fevereiro

Ministro-chefe da Casa Civil declarou que não existe a intenção de 'insistir na pauta da reforma da Previdência indefinitivamente'; governo espera que a votação aconteça em 19 de fevereiro

Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo

01 Fevereiro 2018 | 16h36

BRASÍLIA - Se a reforma da Previdência não for votada em fevereiro, o governo não tem a intenção de insistir nessa pauta indefinidamente. O recado foi dado claramente pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. "Tem momentos em que a batalha tem que parar e achamos que é em fevereiro", disse o ministro em entrevista no Palácio do Planalto.

"Se passar de fevereiro, não podemos ficar com essa pauta de forma indefinida. Estamos com fé de que vamos construir condições para votar a reforma em fevereiro", disse na entrevista coletiva após anunciar números da reforma agrária.

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Padilha comentou que o próprio presidente Michel Temer tem liderado o esforço para tentar votar o projeto neste mês. "O presidente tem sido nosso mestre condutor. Ele está falando muito e mostrando para nós que é importante ser votado em fevereiro", disse, ao lembrar que Temer tem feito "um périplo" por programas populares de televisão para convencer a população sobre o projeto. 

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A expectativa do governo é de que a reforma da Previdência comece a ser discutida na próxima segunda-feira, 5,e a votação aconteça em 19 de fevereiro, conforme foi agendada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

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