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Panorâmica

O Estado de S.Paulo

18 Agosto 2014 | 02h 04

A Vodafone quer entrar no mercado de telefonia celular brasileiro, mas não será por meio do leilão de 4G, como esperava o governo brasileiro. A companhia britânica está de olho na aquisição de uma das três principais operadoras de telefonia celular do País. A TIM é o alvo preferencial.

Documento obtido pelo Estado relata o teor de uma reunião com autoridades brasileiras na Embaixada do Brasil em Londres, no dia 31 de julho. O texto diz que a Vodafone tem forte interesse no mercado brasileiro, mas que não entraria no País com o 4G, mas adquirindo uma das três principais operadoras locais.

Executivos da Vodafone explicaram que a companhia não deseja ser sócia minoritária de outras empresas no exterior. A intenção, segundo o relato, é controlar uma das "top 3" no País. No ranking da Anatel, a Vivo lidera o mercado de telefonia móvel, com 28,7%. A TIM detém 26,9% do mercado; a Claro, 24,9%; e a Oi, 18,5%.

O interesse da Vodafone na TIM já tem ao menos quatro anos. Presente em mais de 30 países e com parcerias em outros 50 mercados, a Vodafone é a 2ª maior empresa do setor do mundo, atrás da China Mobile.

A tele britânica atua no Brasil desde novembro de 2013, mas apenas no segmento corporativo e no chamado "M2M" - tecnologia que conecta máquinas e dispositivos à internet sem a necessidade de fios.

As especulações a respeito da TIM ficaram mais fortes no fim do ano passado, quando o Cade decidiu que a Telefônica teria de se desfazer de sua fatia na Telecom Itália ou arranjar novo sócio para a Vivo. A Telefônica é dona da Vivo, concorrente da TIM - que, por sua vez, é controlada pela Telecom Itália.

Primeira Pessoa

Menos de um ano depois de assumir o comando da Alelo, o executivo Eduardo Gouveia - ex-presidente do programa de milhagens da TAM, o Multiplus - criou um cartão para gastos com frotas corporativas, um vale-cultura e um programa de benefícios para os clientes da empresa. Hoje, ele lança ao mercado mais uma novidade: cartões pré-pagos corporativos.

Para que servirão esses cartões?

Eles facilitam o pagamento de salários a trabalhadores temporários, como operários da construção civil, e o controle de gastos nas viagens corporativas. O cartão também poderá ser usado para pagamento de bônus e como prêmio para funcionários. É melhor do que depositar na conta.

Como a Alelo vai atuar na área?

Nós já temos um produto para cartões pré-pagos, o Prepax, que até agora era voltado apenas para pessoas físicas. Decidimos levar esse produto para o mercado corporativo e dar um tratamento especial. O Prepax se tornou uma unidade de negócios da Alelo, que será administrada como se fosse uma startup. A equipe de 40 pessoas ficará em andar separado da Alelo.

Por que a Alelo separou a divisão? O segmento de cartões pré-pagos deve movimentar US$ 65 bilhões no Brasil em 2017, mas ainda é novo. Se ficar no meio de um segmento consolidado, como o de cartões alimentação, perde o foco.

A Alelo vai diversificar mais seus produtos?

Sim. Temos 70 mil empresas clientes e 375 mil estabelecimentos comerciais em todo o Brasil que aceitam o cartão Alelo. Queremos aproveitar o nosso relacionamento com as empresas, que já é consolidado na oferta de vale-refeição e alimentação, para oferecer uma solução completa de pagamentos e benefícios.

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