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Para 2015, governo prevê meta de superávit primário de 2% do PIB

Economia & Negócios e Agência Estado

28 Agosto 2014 | 11h 14

Guido Mantega ressaltou que há um controle mais severo das despesas do governo com previdência, folha de pagamento e juros

Um dos principais parâmetros do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2015 é a previsão de superávit primário, ou seja, o quanto o governo conseguirá economizar para pagar os juros da dívida pública.

No documento divulgado nesta quinta-feira, 28, a expectativa para o resultado primário do setor público consolidado ficou em R$ 114,7 bilhões, o equivalente a 2% do PIB. Esse valor considera o abatimento de R$ 28,7 bilhões do governo central, com gastos em investimentos.

Sem o abatimento, o resultado seria de 2,5% do PIB, ou R$ 143,3 bilhões.

Com base na previsão de 2% do PIB de superávit, o governo gastaria, ao todo, 4,6% do PIB de 2015 com pagamento de juros da dívida pública.

Em abril, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia dito que não havia possibilidade de o governo apresentar uma taxa inferior a 2%. Ele ressaltou, ainda, que poderia ter um primário superior a 2,5%, dependendo do desempenho da economia. Vale lembrar que, na ocasião, os parâmetros para a economia estavam mais positivos do que os atuais.

Contas. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, ressaltou que há um controle das duas maiores despesas do governo (previdência e folha de pagamento) e também com a despesa de juros. Ao detalhar essas contas, ele comentou que a Selic ainda está em patamar elevado e que o governo cria condições para fazer com que os juros sejam mais baixos.

A previsão mostra o déficit da previdência estável em 0,8% do PIB na passagem de 2014 para 2015, o equivalente a R$ 43,7 bilhões - resultado do pagamento de R$ 436,3 bilhões em benefícios e das receitas da ordem de R$ 392,6 bilhões.

Para 2014, o governo manteve a previsão otimista de um déficit de R$ 40,1 bilhões, ou 0,85% do PIB, valor é inferior ao resultado negativo de R$ 49,9 bilhões em 2013.

As despesas com pessoal e encargos sociais mostram ligeira queda de 4,2% em 2014 para 4,1% do PIB no ano que vem.

Dívida. A previsão para dívida líquida em 2015 divulgada hoje é de 32,9% do PIB, ante uma previsão anterior de 33%. Para este ano, a previsão de dívida líquida, que era de 33,6% do PIB, foi mantida no mesmo patamar.

O governo federal prevê um aumento da dívida pública bruta em 2014. A dívida pública bruta chegará a 57,7% do PIB ao final de 2014, patamar superior aos 56,7% do PIB registrado em 2013. Para 2015, a previsão do governo Dilma Rousseff é que a dívida bruta do setor público cairá a 56,4% do PIB.