Epitacio Pessoa/Estadao
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Para BTG, recuperação da economia está desacelerando

As expectativas dos agentes, tanto aquelas medidas pelos índices de confiança como a medidas pelos indicadores de intenção de compras, têm se movido para cima desde meados de 2016, ressalta o banco

Altamiro Silva Junior, O Estado de S.Paulo

24 Outubro 2017 | 17h38

A recuperação da economia brasileira está desacelerando, afirmaram analistas do banco BTG Pactual nesta terça-feira, 24.

Segundo os analistas, a recuperação está "realmente em curso" e se disseminou por vários setores, embora ultimamente tenha ficado um pouco mais lenta.

"Os últimos conjuntos de dados econômicos apontam para uma economia brasileira em um caminho de recuperação lento, mas constante", avaliam os estrategistas, Carlos Sequeira e Bernardo Teixeira, em relatório divulgado nesta terça-feira.

Os economistas citam uma série de indicadores recentes que corroboram a recuperação da atividade brasileira, após dois anos de forte recessão.

As expectativas dos agentes, tanto aquelas medidas pelos índices de confiança como a medidas pelos indicadores de intenção de compras, têm se movido para cima desde meados de 2016, ressalta o BTG.

Sinais. Um indicador que contribui para a melhora das expectativas é a taxa de desemprego, que já declinou por cinco meses consecutivos, de acordo com o banco, assegurando ganhos salariais consistentes.

Nos números da atividades, o BTG destaca que, após declinar por nove trimestres seguidos, o tráfego em rodovias cresceu 2,1% no segundo período do ano e 3,7% no terceiro, ambos na comparação com iguais trimestres de 2016.

A alta da produção de papelão ondulado, um dos indicadores antecedentes mais monitorados, acelerou para 8,9% em agosto, enquanto a distribuição de combustíveis já cresceu por 4 meses consecutivos, após registrar contração de 3,7% em 2016 e 1% em 2015, de acordo com o relatório.

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"Uma atividade econômica mais forte pode ser vista em vários setores", ressaltam os dois analistas no relatório. A produção de veículos cresceu 34% no terceiro trimestre e as vendas aumentaram 14%, ambos na comparação anual.

Já a produção de aço cresceu 6,7% nos oito primeiros meses de 2017 quando comparada com o mesmo intervalo de 2016.

As condições de crédito também têm melhorado consistentemente, ressalta o BTG. "A recuperação econômica é evidente onde quer que você olhe", destaca o relatório. 

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