FELIPE RAU/ESTADÃO
FELIPE RAU/ESTADÃO

Para Meirelles, alta na arrecadação pelo 2º mês é resultado da recuperação disseminada

Em sua conta no Twitter, ministro afirmou que melhora nas receitas do governo 'poderá ajudar na redução mais rápida do déficit'

Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

20 Outubro 2017 | 12h50

O aumento da arrecadação neste ano não significa que haverá aumento de despesas, uma vez que há um teto de gastos a ser cumprido, disse nesta sexta-feira, 20, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em seu perfil no Twitter. Segundo ele, a melhora nas receitas do governo "poderá ajudar na redução mais rápida do déficit".

Como mostrou o Estadão/Broadcast na quarta-feira, 18, o governo deve aproveitar a maior entrada de dinheiro em caixa para pagar, ainda este ano, parte das despesas que seriam postergadas para 2018. Isso porque ainda há espaço dentro do teto para ampliar os gastos - neste momento, a maior restrição é a necessidade de cumprir a meta de resultado primário, que já precisou ser afrouxada para um déficit de até R$ 159 bilhões.

 

No Twitter, o ministro disse que a segunda alta real seguida na arrecadação em setembro "é resultado da recuperação da atividade, disseminada nos diversos setores da economia".

"Só em setembro, o aumento descontado a inflação foi de 8,66%. De janeiro a setembro, o desempenho da arrecadação foi o melhor dos últimos anos", disse Meirelles. "Mais confiantes de que a economia seguirá melhorando, as famílias reduziram endividamento e retomaram gastos, em especial em bens duráveis", acrescentou.

 

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