Para o funcionalismo público, regra de contribuição deve ser mais dura

Para os servidores, a regra de cálculo não seria alterada e partiria dos 70% do salário de contribuição

O Estado de S.Paulo

15 Novembro 2017 | 21h08

Embora o governo do presidente Michel Temer tenha assentido com a redução no tempo mínimo de contribuição para a aposentadoria pelo INSS para 15 anos, essa exigência pode permanecer mais dura para os servidores públicos, segundo fontes que participam das negociações. Há a ideia de manter o requisito de 25 anos de contribuição para os regimes próprios de Previdência.

Se essa proposta for levada adiante, não haveria necessidade de alterar a regra de cálculo para os servidores públicos, que continuariam partindo dos 70% do salário de contribuição, a partir da exigência mínima de tempo.

Isso também ajudaria a reforçar o discurso de “combate a privilégios”, que tem sido um dos motes do governo na retomada das articulações pela reforma da Previdência. No entanto, enfrentaria forte resistência das categorias do funcionalismo.

++Medidas que envolvem servidores públicos são difíceis de aprovar, diz Rodrigo Maia

Os porcentuais conquistados a cada ano pelos servidores públicos continuariam em 1,5 ponto porcentual entre os 26 e 30 anos de contribuição; 2 pontos porcentuais entre os 31 e 35 anos de contribuição; e 2,5 pontos porcentuais a partir dos 36 anos de contribuição.

++Tudo Sobre: Reforma da Previdência

Em entrevista publicadanesta quarta-feira, 15, pelo Estado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou, sobre o impacto da reforma nos servidores, que “ se tivermos capacidade de comunicar de forma correta, o servidor público vai entender que essa reforma não está tirando um real deles, está cobrando um pedágio para que a pessoa trabalhe mais, e é justo”.

++Leia mais notícias no portal de economia do Estadão 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.