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FELIPE RAU/ESTADÃO

Energia eólica vem ganhando destaque na matriz elétrica brasileira

Presidente-executiva da ABEEólica, Elbia Gannoum destaca o aparato regulatório e diz que até 2020 essa será a segunda principal fonte de energia do País

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Elizabeth Lopes, Victor Aguiar,
O Estado de S. Paulo

02 Março 2016 | 12h06

SÃO PAULO - O setor de energia é, dentre as áreas de infraestrutura, o que está mais bem regulado no País. Mas, apesar de ser um setor bastante atrativo, ainda há muitos desafios, sobretudo no conceito de energia renovável complementar. A avaliação foi feita por Elbia Gannoum, presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), que falou sobre o tema energia eólica e segurança na oferta de energia, no Fórum Estadão que ocorre na manhã desta quarta-feira, 2, em São Paulo.

Segundo Elbia, a maior fonte de energia utilizada no País é proveniente de hidrelétricas. E citou que em razão da tecnologia e inovação, apesar dos desafios, a energia eólica vem ganhando destaque na matriz elétrica. "O Brasil possui o melhor vento do mundo para a produção de energia eólica e se destaca como grande investidor nesse setor", destacou a presidente executiva da ABEEólica.

Em 2014, o Brasil passou para o top 10 dos países em capacidade instalada e no ano passado a utilização dessa fonte de energia na matriz brasileira foi de 5,5%. Assim, o Brasil foi o quarto país que mais investiu em fontes eólicas e o que mais cresceu em termos porcentuais. E também em 2015, pelo segundo ano consecutivo, o Brasil foi a segunda nação mais atrativa em fontes eólicas, logo atrás da China, segundo estudo do Banco Mundial. Um dos atrativos é justamente o aparato regulatório, informou Elbia Gannoum.

Segundo ela, o Brasil é pioneiro na contratação de leilões neste setor. E em termos de geração do setor, o País já está perto de uma usina de Belo Monte. "Pelas avaliações do mercado, em 2020 já seremos a segunda fonte de energia da matriz elétrica nacional", exemplificou.

O Fórum Estadão que ocorre hoje discute "Inovação para o Crescimento" e tem também como debatedores Felipe Ezquerra, vice-presidente da Arteris; Gesner Oliveira, sócio da GO Associados e professor da Fundação Getúlio Vargas; Jaime Lerner, arquiteto, urbanista e ex-prefeito Curitiba; José Goldemberg, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp); e Paulo Resende, coordenador do Núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral. O encontro será encerrado pelo ministro das Cidades, Gilberto Kassab.

Os debatedores discutem questões de infraestrutura ligadas à mobilidade, tecnologia de informação, indústria do futuro e urbanização.

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