DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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Para Temer, reforma da Previdência pode ser votada em setembro

"Se até setembro as coisas se tranquilizarem no Rio de Janeiro, podemos aprovar a reforma da Previdência", afirmou o presidente

Francisco Carlos de Assis e André Ítalo Rocha, O Estado de S.Paulo

13 Março 2018 | 17h49

O presidente Michel Temer afirmou nesta terça-feira, 13, que a intervenção das Forças Armadas no Rio de Janeiro poderá não ser mais necessária em setembro e que, por isso, a discussão sobre a reforma da Previdência no Congresso poderá ser retomada nesse mês.

A intervenção na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro foi decretada no último mês de fevereiro. Enquanto a intervenção vigorar, não pode haver alteração na Constituição, ou seja, nenhuma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) poderá ser aprovada pelo Congresso, o que inviabiliza a proposta de reforma da Previdência.

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"Acho que até setembro as coisas possam estar mais tranquilas no Rio", disse o presidente, durante evento da Federação das Associações Comerciais de São Paulo. "Se até setembro as coisas se tranquilizarem no Rio de Janeiro, podemos aprovar a reforma da Previdência", acrescentou.

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Para Temer, a intervenção no Rio foi necessária porque há no Brasil um direito fora do Estado. Ele afirmou também que a medida tem o apoio de 84% da população e citou a criação do Ministério da Segurança Pública. "O Rio é uma vitrine, de modo que se enfrentarmos o problema lá, resolvemos o resto do País", disse.

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