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PDG vende ativos para reduzir dívida

- Atualizado: 08 Janeiro 2016 | 11h 17

Incorporadora espera repassar terrenos e empreendimentos ao Banco Votorantim, um de seus principais credores, por R$ 1,6 bilhão

A incorporadora PDG, empresa mais endividada do setor imobiliário, anunciou nesta quinta-feira, 7, um acordo para vender ao Banco Votorantim terrenos e empreendimentos no valor total de R$ 1,6 bilhão. Se a transação for aprovada pelos órgãos reguladores, a dívida companhia, que em setembro beirava os R$ 6 bilhões, seria reduzida em 23%.

O Banco Votorantim é um dos seis principais credores da incorporadora, junto com instituições como Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica, Santander e Itaú. Até o fim do terceiro trimestre, 77% da dívida bruta da companhia estava dividida entre essas seis instituições, sendo 47% dívida de apoio à produção e 53% dívida corporativa.

Vendas da PDG se mostraram aquém do ritmo
Vendas da PDG se mostraram aquém do ritmo

A negociação anunciada ontem é parte do processo de reestruturação de dívida da incorporadora, iniciado em agosto do ano passado. O primeiro passo desse processo foi dado em outubro, com a venda de 25% da participação da empresa no condomínio residencial Jardim das Perdizes, em São Paulo, por R$ 160 milhões.

O acordo com o banco Votorantim prevê o pagamento de R$ 461 milhões para PDG. Outros R$ 440 milhões representam a dívida referente a esses ativos. O banco vai assumir também R$ 673 milhões, que é o custo para conclusão das obras em andamento. Segundo apurou o Estado, esse valor representa 80% do total de custos futuros previstos no balanço da incorporadora.

As obras e a gestão imobiliária dos empreendimentos continuarão sendo realizadas pela própria PDG, que tem um total de R$ 13 bilhões em ativos.

“A venda do Jardim das Perdizes foi um primeiro passo no caminho de solucionar o problema da empresa. O acordo com o Banco Votorantim é o segundo de uma dezena deles que ainda precisam ser seguidos”, diz um analista do mercado financeiro que acompanha o setor. “É um negócio importante, mas a empresa ainda está longe de uma solução.”

Mesmo com o acordo firmado com a instituição financeira, a incorporadora deve continuar liderando o ranking de mais endividada do setor imobiliário. Nos cálculos desse analista, a relação dívida líquida e patrimônio líquido da empresa deve cair de 127%, em setembro, para um porcentual próximo de 115%.

Geração de caixa. Desde que começou a ter problemas com sua operação, a PDG tem se esforçado para gerar caixa com a venda de ativos. Entre os possíveis alvos de negociação está a companhia de shoppings REP.

No fim do ano passado, o diretor presidente da PDG, Márcio Trigueiro, afirmou que houve conversas com interessados em adquirir a REP, mas não houve uma proposta satisfatória para um acordo.

A companhia tem buscado concentrar as operações em São Paulo, Rio de Janeiro e algumas outras praças, colocando à disposição para venda de terrenos em outros locais.

No quarto trimestre do ano passado, as vendas brutas da PDG ficaram próximas da média trimestral do ano, mas ainda se mostram aquém do ritmo de quase R$ 700 milhões do terceiro trimestre.

Nos nove primeiros meses do ano, as vendas brutas da PDG somaram R$ 1,916 bilhão, sendo que R$ 685 milhões foram negociados entre julho e setembro.

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