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Pedro Parente é 'sabatinado' no TCU sobre venda de ativos da Petrobrás

Os projetos de 'desinvestimento' da estatal estão suspensos desde 7 de dezembro por uma decisão liminar, devido a irregularidades detectadas nos procedimentos adotados pela companhia

André Broges, Broadcast

17 Fevereiro 2017 | 16h12

BRASÍLIA - O presidente da Petrobrás, Pedro Parente, passou por uma verdadeira sabatina no Tribunal de Contas da União (TCU), para explicar o plano de venda de ativos da empresa, uma das principais estratégias da estatal para enfrentar a crise financeira.

Os detalhes do plano foram discutidos com o ministro do TCU, Bruno Dantas, na sede do tribunal, em Brasília. O Estado apurou que Dantas pretende apresentar o processo sobre o plano da Petrobrás na próxima quarta-feira, em sessão pública da corte, mas há possibilidade de que o processo seja alvo de um novo pedido de vista.

Duas semanas atrás, o ministro do TCU José Múcio, que relata o processo da Petrobrás, estava pronto para autorizar a retomada dos negócios, sob a justificativa de que a estatal adotou medidas apontadas pelo tribunal para ajustar o plano de "desinvestimento" dos ativos. Bruno Dantas, porém, pediu vista para analisar o processo.

Os projetos de "desinvestimento", uma das principais estratégias da estatal para enfrentar a crise financeira, estão suspensos desde 7 de dezembro por uma decisão liminar, devido a irregularidades detectadas nos procedimentos adotados pela companhia. A Petrobrás tem procurado alternativas para aumentar o volume de recursos em caixa para fazer frente à alta dívida. Até junho do ano passado, foram concluídas 27 transações, que totalizaram aproximadamente US$ 10 bilhões.

A projeção de vendas para o biênio 2015-2016 era de US$ 15,1 bilhões e, para 2017-2018, de US$ 19,5 bilhões. O programa totalizou US$ 13,6 bilhões no biênio 2015-2016, não atingindo a meta devido à obrigação da Petrobrás em cumprir decisão liminar da Justiça de Sergipe, impedindo a conclusão das negociações dos campos de Tartaruga Verde e Baúna. Com isso, a diferença de US$ 1,5 bilhão foi acrescida à meta para o biênio 2017-2018, que passou para US$ 21 bilhões.

Em sua decisão de dezembro, o TCU só permitiu que cinco vendas, com receita prevista de US$ 3,3 bilhões, fossem levadas adiante. Trata-se dos projetos batizados de Paraty 1, Paraty 3, Ópera, Portfólio 1 e Sabará.

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