Fabio Mota/Estadão
Fabio Mota/Estadão

Pensão integral para viúvas de policiais mortos em ação pode custar R$ 400 mi

Governo incluiu essa medida na proposta de reforma da Previdência para obter mais votos favoráveis à reforma da chamada Bancada da Bala

Adriana Fernandes, Broadcast

08 Fevereiro 2018 | 10h59

BRASÍLIA - A pensão integral para viúvas e viúvos de policiais mortos em serviço poderá custar R$ 400 milhões aos cofres da União em dez anos. Esse é o novo cálculo da Secretaria de Previdência Social do Ministério da Fazenda obtido pelo Estadão/Broadcast, após a alteração na emenda aglutinativa da reforma da Previdência anunciada ontem pelo relator deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA).

Segundo a Previdência, a economia de despesas prevista com a reforma no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) - regime de previdência dos servidores públicos - cai de R$ 88,1 bilhões para R$ 87,7 bilhões em dez anos. Essa economia só leva em conta os gastos da União, não está incluída o impacto da mudança nas finanças dos Estados.

O governo incluiu essa medida na proposta de reforma para obter mais votos favoráveis à reforma da chamada Bancada da Bala. O relator disse, durante o anúncio ontem, que é uma medida importante neste momento em que policiais têm morrido em ação por conta do aumento da criminalidade no Brasil.

A expectativa do governo e das lideranças da base no Congresso Nacional é de tentar votar a proposta até o dia 28 de fevereiro. Se não houver condições favoráveis, a estratégia é retirar de pauta a reforma da previdência na Câmara dos Deputados.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.