Divulgação
Divulgação

Trabalhador gasta, em média, R$ 751 por mês com almoço no Brasil

Estudo da Associação Brasileira das Empresas de Benefício ao Trabalhador (ABBT) aponta que evolução dos gastos com alimentação fora de casa superam a inflação oficial do governo

O Estado de S.Paulo

15 Março 2018 | 16h28

Almoçar fora de casa está 3,64% mais caro em relação ao ano passado, de acordo com pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Benefício ao Trabalhador (ABBT). O valor médio das refeições no Brasil é de R$ 34,14. No mês, são R$ 751. O sudeste foi a região que apresentou os preços mais elevados, R$ 34,49. O índice teve variação superior ao da inflação registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período, de 2,95%, mas similar ao do segmento "alimentação fora de casa", que teve variação positiva de 3,83%.

A cidade que apresentou o valor mais elevado de refeição foi Florianópolis, em Santa Catarina, com preço médio de almoço registrado em R$ 40,85. Em sequência, aparecem os municípios de Niterói (RJ), com R$ 39,88, Aracaju (SE), R$ 39,43 e Rio de Janeiro (RJ) R$ 38,97. O valor registrado em São Paulo (SP) é similar ao da média nacional: R$ 34,49. Campo Grande (MS), registrou o menor valor dentre as cidades pesquisadas, R$ 26,23.

+ Recuo no preço da comida segura inflação dos mais pobres

O valor mensal de alimentação dos trabalhadores foi registrado em R$ 751,00. Como medida de comparação, caso o trabalhador receba um salário mínimo, R$ 937, em 2017, o montante gasto com alimentação seria de 80%. Caso receba dois salários, seriam 40%. Com um vencimento de 5 salários mínimos, o comprometimento da renda seria de 16%.

+ Em carta aberta, presidente do BC diz que preço dos alimentos puxou inflação para baixo

A pesquisa, que é realizada desde 2013, mede os preços de uma refeição completa, que consiste em prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café, praticados na hora do almoço. Para a edição de 2017, foram visitados 4.587 estabelecimentos em 51 municípios, nas cinco regiões do Brasil.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.