Clayton Souza/Estadão
Clayton Souza/Estadão

Pesquisa revela as profissões resistentes contra crise; confira

Áreas técnicas, contábeis e de tecnologia estão entre as mais procuradas, segundo estudo de consultoria Robert Half

Gabriel Oneto, , Especial para O Estado

08 Junho 2017 | 18h51

Com 14 milhões de desempregados no Brasil, segundo dados da última Pnad, atuar em uma profissão à prova de crises parece uma dádiva do destino.

Nesse sentido, a consultoria Robert Half, que acaba de divulgar um estudo listando quais são essas áreas blindadas contra oscilações econômicas, diz que não existe golpe de sorte nessa seara. Tudo é uma questão de senso de oportunidade e planejamento por parte do profissional.

Sendo assim, parabéns para os profissionais das áreas tributárias, técnicas e de tecnologia, que hoje em dia são os mais disputados e bem pagos pelo mercado. A explicação para isso passa pela retomada dos investimentos de parte dos setores da economia e pela desvalorização do real frente ao dólar.

O resultado integra a nona edição do "Guia Salarial das Empresas", que acaba de ser publicado pela Robert Half e está disponível neste link. Nela, as dez profissões mais promissoras em 2017 são: engenheiro de vendas técnicas, gerente de vendas, gerente de marketing, comprador, gerente de supply chain, analista de Business Intelligence, desenvolvedor mobile, desenvolvedor UX, analista de crédito e analista de compliance.

Segundo Lucas Nogueira, diretor associado da Robert Half, para compor a lista a consultoria toma como base uma perspectiva de como o mercado vai reagir nos próximos meses com base nos sinais econômicos atuais. "Emprego sempre é perspectiva", observa.

A consultora da Companhia de Talentos, Milie Haji, vê também uma retomada nas contratações nos setores tributários e da tecnologia para os profissionais mais novos, como estagiários e trainees. "Vimos nos últimos meses um aumento na procura por estagiários dessas áreas", diz Milie.

Os profissionais da área de tesouraria das empresas também estão em alta. A Robert Half atribui isso a necessidade de saber lidar com a complicada estrutura tributária do Brasil, o que ganha ainda mais importância em épocas de vacas magras.

O setor de tecnologia, por sua vez, obedece uma demanda que independe do momento da economia. "Hoje em dia tudo passa por um computador", afirma Lucas Nogueira.  Ele também afirmou que a versatilidade desses profissionais é fundamental. Por isso, a recomendação do especialista é que eles não devem se prender às histórias de sucesso, mas sempre estar se renovando e atualizando.

A crise política também trouxe muitas oportunidades para um setor em especial, o de compliance, responsáveis por garantir que uma empresa siga as regras de governança e a legislação. "Além da formação específica, o profissional precisa de três coisas: saber inglês ter trabalhado em empresa com capital aberto e ser uma pessoa comunicativa.", afirma Lucas Nogueira.

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