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Petrobrás abre auditoria sobre denúncia de pagamento de propina

Vinicius Neder, da Agência Estado

18 Fevereiro 2014 | 10h 55

Estatal prevê um prazo de ao menos 30 dias para apurar sobre supostas irregularidades em contratos com a companhia holandesa SBM

RIO - A Petrobrás abriu uma auditoria interna para apurar as denúncias de pagamentos de propinas a funcionários e intermediários da companhia, envolvendo os contratos com a SBM Offshore, empresa holandesa de fretamento de plataformas, informou a presidente da estatal, Graça Foster. Segundo Graça, os primeiros resultados da auditoria deverão levar 30 dias para sair.

"Iniciamos na semana passada um processo de auditoria dentro da companhia. São previstos pelo menos 30 dias para concluir e ao longo desse período não daremos nenhuma informação sobre o assunto", afirmou Graça nesta terça-feira, na sede da companhia, no Rio, após evento de lançamento do patrocínio da Petrobrás à escuderia Williams, da Fórmula 1.

Graça recusou-se a citar fontes ou documentos que o processo de auditoria está recolhendo. Tampouco respondeu se Julio Faerman, citado na denúncia, tem relações com a Petrobrás. Uma denúncia de ex-funcionário da SBM Offshore sugere que funcionários da Petrobrás receberam propina para fechar negócios.

O relatório de denúncia, assinado apenas por FE (former employee, ou ex-funcionário), acusa a SBM de pagar US$ 250 milhões em propinas a autoridades de governos e de estatais de vários países, incluindo o Brasil. O esquema brasileiro ficaria com a maior parte, envolvendo US$ 139,2 milhões, destinados a funcionários e intermediários.

Williams. A Petrobrás assinou nesta terça-feira, 18, contrato de parceria tecnológica para fornecer combustíveis para a equipe de Fórmula 1 Williams. De 1998 a 2008, a Petrobras forneceu combustíveis para a Williams, mas rompeu o contrato em 2009.

"Durante esse tempo longe, parte do vazio preenchemos com o patrocínio do Prêmio do Brasil, mas a petrobras gosta de operar, participar, servir", afirmou a presidente da Petrobrás, Graça Foster, na sede da companhia.

Comperj. Sobre as greves nas obras do Comperj, complexo petroquímico em construção na região metropolitana do Rio, Graça declarou que a estatal está dialogando. "Estamos dialogando sempre. São muitas empresas. Elas têm lá seus momentos para discutir salários e ganhos para os trabalhadores. Vez por outra, temos que conversar com eles porque é preciso caminhar", disse.

Alegando estar em período de silêncio, por causa da divulgação dos resultados na próxima semana, a presidente da Petrobrás recusou-se a comentar a prática de lançar ao mar plataformas de petróleo inacabadas, como revelou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, na semana passada. "Esse é um assunto que só vou tratar a partir da semana que vem. Hoje é ruim para falar comigo, mas eu não posso falar", disse Graça.

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