Petrobras admite licitação internacional para refinaria

A Petrobras já admite a possibilidade de realizar uma licitação internacional para uma das etapas de construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, caso não consiga reduzir as propostas oferecidas até o final deste mês. A afirmação foi feita hoje pelo diretor de Abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa. Segundo ele, o pacote licitado com maior dificuldade de redução de preços é o de integração da refinaria, fase final de construção da unidade. "Já tentamos relançar a licitação pela terceira vez e nada de as propostas reduzirem", comentou hoje em entrevista após participar de almoço com executivos do setor, promovido pelo Ibef.

KELLY LIMA, Agencia Estado

05 Outubro 2009 | 18h51

Segundo ele, os demais quatro grandes pacotes licitados já foram contratados. A Refinaria Abreu e Lima, que está sendo instalada no Porto de Suape, em Pernambuco, terá capacidade para processar 230 mil barris por dia de óleo pesado. O projeto, inicialmente orçado em US$ 4 bilhões, já está estimado em US$ 12 bilhões pela Petrobras. A estatal venezuelana PDVSA é a sócia da Petrobras no projeto, com participação de 40%. O diretor afirmou também que todas as pendências com a PDVSA já foram solucionadas e a assinatura de contrato que estava marcada para o dia 28 de setembro, na Venezuela, só não ocorreu porque é interesse do governo federal concluir as negociações em cerimônia em Pernambuco. "É uma questão de agenda agora", disse.

Costa explicou também que o aumento de custos da refinaria foi provocado por vários fatores, entre eles, a valorização cambial, que teria aumentado o custo da unidade de refino em US$ 2 bilhões.

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