Petrobras descarta novos reajustes neste ano

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, descartou hoje qualquer possibilidade de novos reajustes nos preços da gasolina e do diesel, caso as cotações internacionais do petróleo se mantenham nos atuais patamares. Segundo ele, com os aumentos anunciados na sexta-feira, o preço dos produtos equipara-se a um petróleo "entre US$ 60 e US$ 70" por barril. Em seminário realizado no Rio, a política de reajustes da companhia recebeu críticas de investidores privados. "Achamos que os preços já chegaram a um novo patamar e por isso decidimos pelo reajuste", disse o executivo. Ele admitiu, porém, que o arrefecimento dos índices de inflação contribuiu na hora de decidir. "A Petrobras não pode desconsiderar o que acontece na economia brasileira. Sempre analisamos os impactos sobre a atividade econômica", explicou, citando fatores como a renda do trabalhador, a inflação e a balança comercial brasileira entre os que são levados em conta na hora de decidir por aumento de preços. Gabrielli comentou também as críticas de ingerência do governo na política de preços da empresa: "Toda empresa tem influência de seu acionista controlador. Mas isso ocorre no âmbito do Conselho de Administração". Defasagem O presidente da Petrobras evitou responder se os aumentos eliminaram a defasagem junto ao mercado internacional. "Não trabalhamos com o conceito de defasagem", justificou, reforçando que há uma série de fatores considerados na avaliação dos preços, além das cotações dos derivados no mercado americano. O presidente da Petrobrás frisou ainda que a empresa não pretende adotar nenhuma fórmula para ajustar os preços dos combustíveis e vai manter a política de ajustes de longo prazo. "O objetivo é manter os preços alinhados na média anual".

Agencia Estado,

12 Setembro 2005 | 18h15

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