Infográfico/Estadão
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Petrobrás é quase unanimidade nas carteiras dos analistas

Presente em 8 das 12 carteiras de corretoras participantes da coluna, a estatal divulgou balanço e acabou roubando a cena, nesta semana

Karin Sato, Broadcast

12 Agosto 2017 | 05h00

Presente em 8 das 12 carteiras de corretoras participantes da coluna, a Petrobrás divulgou balanço e acabou roubando a cena, nesta semana. O resultado, poluído por diversos itens não recorrentes, ficou um pouco aquém das expectativas de muitos analistas, contudo confirmou tendências positivas, com a redução do endividamento e a geração de caixa.

O analista da Lerosa Investimentos, Vitor Suzaki, ressaltou como pontos altos do balanço a redução de custos em Exploração & Produção e ganhos de eficiência, a queda do endividamento líquido em dólares para US$ 89,263 bilhões ao final do primeiro semestre e o aumento do prazo da dívida, com nova geração de caixa livre, pelo nono trimestre consecutivo.

Do lado negativo, na visão de Suzaki, pesaram as menores margens de derivados, a redução do volume vendido e as elevadas despesas com juros sobre a dívida, que consumiram parte do lucro operacional. “Por isso a urgência em reduzir a dívida seja via desinvestimentos, renegociações dos prazos e/ou com o IPO da BR Distribuidora no curto prazo”, opinou.

O estrategista da XP, Celson Placido, também ressaltou a diminuição do endividamento da empresa e o alongamento do prazo para pagamentos. “A diretoria segue focada na redução da dívida.” Ele considerou positivo o anúncio de descoberta de acumulação de petróleo no pré-sal da Bacia de Campos, na área do Campo de Marlim Sul. A cautela diz respeito à estimativa de investimentos anunciada pela Petrobrás, de US$ 17 bilhões. Para ele, a meta não deve ser atingida.

Segundo a Coinvalores, a petroleira apresentou resultado fraco diante dos efeitos de fatores não recorrentes, mas também em razão do menor volume de exportação de petróleo e da redução na margem de venda dos combustíveis. O destaque positivo foi o fluxo de caixa livre ainda robusto.

Independentemente de avaliações positivas e negativas sobre o balanço, a Petrobrás é quase unanimidade entre analistas, que enxergam boas perspectivas para a companhia. O time da Guide, por exemplo, explicou que uma das razões para a estatal integrar a carteira recomendada da casa é a gestão implementada pela atual diretoria, focada na venda de ativos, melhora operacional, com ganhos de eficiência e desalavancagem financeira.

Nesta semana, a corretora Magliano alterou toda a sua carteira, indicando BB Seguridade, B3, Cemig, Paranapanema e Santander. Quanto à recomendação do próprio papel da bolsa de valores, a equipe de análise diz que o ano tende a ser positivo, considerando a realização de ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) por parte das companhias e o ciclo de declínio dos juros, o que reduz a atratividade da renda fixa.

Com relação à Paranapanema, os analistas da Magliano se dizem otimistas com o papel, após o anúncio da participação da Glencore International Investments no processo de reajuste da estrutura de capital da empresa e do seu endividamento. “A Paranapanema segue se fortalecendo para aproveitar melhor um cenário de retomada da demanda pelos produtos de cobre produzidos pela empresa”, opinou.

Quanto à indicação de Santander, se deve aos resultados do último trimestre considerados positivos. Os analistas calculam que o papel esteja sendo negociado a uma relação preço por valor patrimonial por ação atrativo, na comparação com concorrentes do setor.

 

 

 

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