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Com aumento de 8,9%, gás de cozinha acumula alta de 68% desde junho

Segundo a Petrobrás, o reajuste foi causado principalmente pela alta das cotações do produto nos mercados internacionais

Beth Moreira, O Estado de S.Paulo

04 Dezembro 2017 | 17h28

Correções: 04/12/2017 | 21h55

O preço do gás de cozinha vai subir 8,9% a partir de terça-feira, 5, conforme anunciou a Petrobrás. Com uma série de aumentos desde junho, o botijão já acumula alta de 68%.

Segundo a estatal, o reajuste foi causado principalmente pela alta das cotações do produto nos mercados internacionais, que acompanharam a alta do barril de petróleo do tipo Brent.

No último reajuste, a reportagem do Estadão apurou que os brasileiros já modificam hábitos de consumo para tentar economizar.  O pintor Reinaldo Barbosa, que mora no interior do Estado de São Paulo, contou que ele e a esposa, que trabalha como diarista, passaram a cozinhar apenas uma vez por dia.

"Levamos marmita e esquentamos no trabalho, então já conseguimos economizar um pouco do gás com isso", diz ele. Entre as principais despesas da casa, incluindo luz e água, Barbosa afirma que o gás é o que mais pesa no orçamento da família.

++Alta de 44% no preço do gás modifica hábitos dos consumidores

Imposto. O ajuste anunciado foi aplicado sobre os preços praticados sem incidência de tributos. Se for integralmente repassado aos preços ao consumidor, a companhia estima que o preço do botijão de gás de cozinha pode ser reajustado, em média, em 4,0% ou cerca de R$ 2,53 por botijão - isso se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos.

"Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Isso dependerá de repasses feitos especialmente por distribuidoras e revendedores", diz a estatal, assim como havia feito na ocasião do último reajuste, em 5 de novembro.

Naquela data, a Petrobrás elevou o preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) em 4,5%, aumento que se seguiu a uma alta de 12,90% em outubro.

A alteração atual não se aplica ao GLP destinado a uso industrial e comercial. / COM INFORMAÇÕES DA REUTERS

Correções
04/12/2017 | 21h55

Ao contrário do informado, a alta de 68% não corresponde ao aumento acumulado no ano e sim ao cálculo de reajustes desde junho de 2017.

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