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Petrobrás tem prejuízo de R$ 1,3 bi, o 1º em treze anos

André Magnabosco e Sabrina Valle, da Agência Estado

03 Agosto 2012 | 18h 13

Resultado vem bem abaixo das expectativas do mercado, que apontavam para lucro de R$ 3,2 bi; câmbio e manutenção do preço da gasolina no mercado interno pesam

Texto atualizado às 21h20

SÃO PAULO/RIO - A Petrobrás reportou prejuízo líquido de R$ 1,346 bilhões no segundo trimestre de 2012, ante lucro líquido de R$ 10,943 bilhões do mesmo período do ano passado. É a primeira vez que o indicador apresenta retração em treze anos. O mercado esperava um lucro de R$ 3,24 bilhões no período. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) somou R$ 10,599 bilhões no mesmo período, queda de 33,3% em relação ao intervalo entre abril e junho de 2011.

O prejuízo da estatal também é o terceiro maior na história da empresa desde de o Plano Real, em 1994, segundo dados compilados pela Economática. O prejuízo de 1999, o maior da história, aconteceu na época da maxidesvalorização do real, quando o dólar subiu 42,8% no trimestre. No segundo trimestre de 1995, foi registrado prejuízo de R$ 21 milhões.

O valor de mercado sobre o patrimônio líquido também atingiu a pior relação (72,13%) desde o quarto trimestre de 1998 (50,08). Em julho, houve uma recuperação nesta relação para 78,85. Mas, com o fraco resultado, essa relação deve voltar a cair na próxima segunda-feira.

Efeito do câmbio

Desta vez, a retração é explicada entre outras razões pelo resultado financeiro negativo do trimestre, causado pelo efeito do câmbio nas dívidas denominadas em dólar, e pela operação de venda no mercado doméstico de combustíveis importados, com preços locais menores do que os valores pagos pela estatal no mercado externo. O resultado financeiro líquido da Petrobrás ficou negativo em R$ 6,407 bilhões entre abril e junho, revertendo o número positivo de R$ 2,901 bilhões registrado no segundo trimestre de 2011.

Os dois fatores já haviam contribuído para a queda do lucro da Petrobrás no primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, conforme explicado em maio pelo diretor Financeiro e de Relações com Investidores Almir Guilherme Barbassa. Na oportunidade, o lucro líquido da Petrobrás ficou em R$ 9,214 bilhões, retração de 16,1% em relação aos três primeiros meses do ano passado.

As ações da empresa atingiram limite de variação de preço de 2% (para cima ou para baixo) no after market (negociações que ocorrem, durante um período limitado, após o fechamento da Bolsa). Os papéis PN, que fecharam em R$ 19,94, atingiram o limite de R$ 19,55 e não podem cair abaixo desse valor. Já as ON, que fecharam em R$ 20,67, tinham limite de R$ 20,26. E foram nesses preços que os papéis pararam de negociar após a estatal ter divulgado o prejuízo.

A receita líquida da Petrobrás entre abril e junho alcançou R$ 68,047 bilhões, alta de 11,5% em igual comparação. A variação positiva reflete o maior volume de combustíveis no mercado doméstico, assim como os maiores preços de venda de diesel e gasolina. Desde 1º de novembro do ano passado, os preços praticados pela estatal na refinaria tiveram alta de 10% na gasolina e de 2% no diesel.

A companhia também anunciou uma segunda rodada de aumentos, de 7,83% na gasolina e 3,94% no diesel, mas os novos preços entraram em vigor apenas em 25 de junho e por isso o impacto no resultado trimestral foi pequeno. Esse reajuste, assim como outro aumento de 6% no diesel aplicado a partir de 16 de julho, deverão impulsionar os resultados da Petrobrás a partir do terceiro trimestre.

Além disso, a receita da Petrobrás foi beneficiada pelo efeito do câmbio nas exportações. O dólar mais valorizado tem impacto positivo na receita da companhia quando convertida em reais, e compensou parcialmente a queda do preço internacional do petróleo nos últimos meses. O mesmo efeito cambial, por outro lado, torna a compra de combustíveis no mercado externo mais onerosa para a Petrobrás.

 

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