Agência Petrobrás
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Petroleiros agendam novas assembleias para definir greve

Sindicatos de trabalhadores da Petrobrás agendaram uma série de assembleias com os funcionários até a próxima segunda-feira para redefinir o calendário de mobilização

Antonio Pita, O Estado de S. Paulo

10 Setembro 2015 | 18h36

RIO - Após sucessivos adiamentos da greve marcada para a última sexta-feira, os sindicatos de trabalhadores da Petrobrás agendaram uma série de assembleias com os funcionários da estatal e suas subsidiárias até a próxima segunda-feira para redefinir o calendário de mobilização. A categoria está em estado de greve há cerca de dois meses, e já protocolou na estatal documento em que convoca greve por tempo indeterminado. A data de paralisação, entretanto, ainda é mantida em sigilo pelos sindicatos.

O Sindicato de Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro NF) agendou para esta sexta-feira, 11, a assembleia para avaliar "indicativo de aprovação de realização de greve por tempo indeterminado, a começar a qualquer momento, em data a ser definida pela Federação Única dos Petroleiros (FUP)". Já o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Petróleo de Pernambuco e Paraíba (Sindipetro PE/PB) agendou para a próxima segunda-feira a assembleia com cerca de 800 funcionários da estatal. A previsão é que o movimento atinja a Refinaria Abreu e Lima e o Terminal Aquaviário da Transpetro.

De acordo com o documento, a  estratégia é realizar notificações contínuas à Petrobrás "gerando o máximo de desgaste para as equipes de fura-greve reunidas pela companhia", diz o documento. "A nova convocação tem como objetivo reforçar a adesão dos trabalhadores ao indicativo da FUP e construir uma greve forte", diz o comunicado publicado no site da entidade sindical.

A mobilização visa interromper o plano de desinvestimentos da empresa, com a abertura de capital da BR Distribuidora e venda de participações da Gaspetro, entre outros ativos, com o objetivo de angariar US$ 57 bilhões até 2019. A paralisação também tem como motivo a pressão contra os projetos de alteração do marco regulatório do pré-sal, em tramitação no Congresso.

Outro ponto defendido pelos petroleiros é a negociação coletiva de todos os funcionários da Petrobrás e subsidiárias, em oposição à proposta da estatal, que prevê dividir as negociações por empresa. Hoje, a FUP recebeu da Transpetro um comunicado para agendamento de reunião para negociação de acordo coletivo para funcionários da companhia lotados em terra. "A Federação respondeu oficialmente à Transpetro, reafirmando que não participará de nenhum processo de negociação segmentado por subsidiárias do Sistema Petrobrás", diz nota da federação.

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