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PIB deve crescer 2,3% em 2014, diz Mantega

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS E RICARDO LEOPOLDO - Agência Estado

28 Abril 2014 | 12h 21

FMI espera avanço da produção de bens e serviços do Brasil de 1,8%; mercado interno prevê 1,65%

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira, 28, esperar crescimento de 2,3% para a economia em 2014. Em 2013, a produção de bens e serviços (PIB) avançou exatamente nesse ritmo. A projeção está acima do 1,8% previsto pelo Fundo Monetário Internacional (FMI); e do 1,65% esperado pelo mercado interno.

"Sobre o resto estamos de acordo", disse. O ministro participou do seminário Rumos da Economia - O que fizemos e o que precisamos fazer, realizado em São Paulo.

Mantega voltou a repetir que a economia brasileira está melhorando por causa das providências adotadas no País. Que a economia do Brasil passou por problemas em função da crise econômica mundial e que as turbulências, em meados de 2013 até início de 2014, se deveram ao corte de estímulos adotado pelo Federal Reserve, o banco central norte-americano.

Em fevereiro, quando divulgou o Orçamento da União neste ano, a previsão para o PIB era de 2,5%

Ao afirmar que o Brasil passou pela crise como poucos países do mundo, o ministro ressaltou que, nos últimos quatro anos, o ingresso de recursos no Brasil por Investimento Estrangeiro Direto (IED) se manteve ou cresceu. A aversão ao risco diminuiu, disse ele, completando que não houve saída de capitais do Brasil, mas sim de operações nos mercados futuros.

Crédito escasso? Mantega afirmou que "o crédito para o consumo no Brasil nunca esteve tão escasso", embora a inadimplência esteja baixa, pois está ao redor em 4,5%. "Sem restrição do crédito, o PIB estaria crescendo perto de 3%", comentou.

De acordo com ele, a queda da inadimplência deve propiciar uma tendência de melhora da concessão de financiamentos pelas instituições financeiras privadas. "Pedimos aos bancos públicos que na falta de crédito privado, eles entrassem em ação", destacou. "Quero mais é que o crédito privado dos bancos aumente", ponderou.

Ele ressaltou que só o crescimento da massa salarial não é suficiente para o incremento do consumo do País, mas também é fundamental o aumento dos investimentos, política que o governo já está executando por várias frentes. Ele destacou os programas de Aceleração do Crescimento, o Minha Casa, Minha Vida e também as concessões públicas para projetos em infraestrutura.

Superávit primário. O ministro disse que a política econômica do governo tem "fundamentos fiscais sólidos". Ele reiterou que o superávit primário no Brasil neste ano deverá chegar a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB).

"Para 2015 não podemos fazer um primário menor do que 2%", atestou o ministro. Ainda segundo Mantega, a projeção da Fazenda para os próximos três anos é de um primário de 2,5% do PIB.

"Há compromisso do governo de manter solidez fiscal neste e nos próximos", afirmou o ministro. No entanto, segundo Mantega, se o crescimento do PIB for maior que 3%, o Brasil poderá fazer um primário maior.

Ainda de acordo com o ministro, "teremos redução das dívidas líquida e bruta neste e nos próximos anos".

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