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PIB dos EUA cresce 4,2% no 2º tri, acima do esperado

LUCIA MUTIKANI - REUTERS

28 Agosto 2014 | 10h 09

A economia dos Estados Unidos teve uma recuperação mais forte do que se pensava inicialmente no segundo trimestre, e detalhes do relatório divulgado nesta quinta-feira apontam para um vigor sustentável.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a um ritmo anual de 4,2 por cento, contra taxa de 4,0 por cento divulgada anteriormente, informou o Departamento do Comércio, refletindo revisões para cima em gastos de empresas e exportações.

Foi o ritmo mais rápido desde o terceiro trimestre de 2013.

A composição do crescimento no segundo trimestre foi ainda mais encorajadora, com uma generalização das fontes de crescimento.

A demanda doméstica cresceu a uma taxa de 3,1 por cento, contra o ritmo divulgado anteriormente de 2,8 por cento. Esta foi a taxa mais rápida desde o segundo trimestre de 2010 e indica que a recuperação foi mais sólida depois que a produção caiu no primeiro trimestre devido a um inverno anormalmente frio.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que o ritmo do crescimento do PIB no segundo trimestre seria revisado para baixo, a 3,9 por cento. A economia teve contração de 2,1 por cento no primeiro trimestre.

A renda interna bruta teve um salto de 4,7 por cento, consistente com fortes ganhos de empregos durante o trimestre. Esta foi a maior expansão desde o primeiro trimestre de 2012.

Essa medida de crescimento alternativa diminuiu a uma taxa de 0,8 por cento no primeiro trimestre.

O crescimento nos gastos dos consumidores, que respondem por mais de dois terços da atividades econômica dos Estados Unidos, ficou inalterado a uma taxa de 2,5 por cento.

As empresas acumularam 83,9 bilhões de dólares em estoques no segundo trimestre, abaixo dos 93,4 bilhões de dólares relatados antes. Com isso os estoques contribuíram com 1,39 ponto percentual para o crescimento do PIB, e não com 1,66 ponto como informado antes.

O acúmulo relativamente menor de estoque é um bom sinal para o crescimento do PIB no terceiro trimestre.

Embora o comércio tenha sido um peso pelo segundo trimestre consecutivo, o crescimento das exportações foi revisado para uma taxa de 10,1 por cento, contra 9,5 por cento. Os gastos de empresas em equipamentos e estruturas não residenciais, como perfuração de gás, foram revisados para cima.

Os gastos ligados ao mercado imobiliário foram revisados levemente para baixo, assim como os gastos do governo.

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