Thiago Teixeira/Estadão
Thiago Teixeira/Estadão

PIB teve alta de 0,2% em agosto, diz FGV

Trata-se do terceiro resultado positivo consecutivo registrado pelo Monitor do PIB, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da fundação

O Estado de S.Paulo

20 Outubro 2017 | 23h24

RIO – O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro voltou a crescer na passagem de julho para agosto. A alta de 0,2% é o terceiro resultado positivo consecutivo registrado pelo Monitor do PIB, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

O indicador antecipa a tendência da atividade econômica por meio das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.

“O PIB está realmente recuperando. A economia está descolada da política. A política está uma bagunça, um vendaval, mas a economia está indo bem. O que não pode é deixar parar as reformas, senão interrompe o círculo virtuoso”, disse Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

A alta em agosto foi fruto do bom desempenho da agropecuária, mas também de segmentos que começam a mostrar sinais de melhora, ressaltou Considera. Fundamentais para uma recuperação mais consistente da economia a médio e longo prazos, a construção civil e a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) avançaram em agosto em relação a julho.

Na comparação com agosto do ano passado, o PIB subiu 2%, a quarta taxa positiva seguida. O Ibre/FGV prevê que o PIB do terceiro trimestre tenha um aumento de 1,5% em relação ao mesmo período de 2016.

No trimestre móvel encerrado em agosto, o PIB registrou um crescimento de 1,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os destaques foram os desempenhos da agropecuária (12%), extrativa mineral (3,5%), indústria da transformação (1,9%), comércio (3,5%) e transportes (2,9%). Houve retração na construção (-6%) e serviços de informação (-3,6%).

O consumo das famílias aumentou 1,8% no trimestre terminado em agosto ante o mesmo período de 2016. O consumo de bens não duráveis cresceu 1,3%; o de semiduráveis, 9,0%; e o consumo de duráveis, 9,3%. A única taxa negativa foi a de consumo de serviços (-0,5%). A Formação Bruta de Capital Fixo teve retração de 3,0% no trimestre móvel até agosto em relação ao mesmo trimestre em 2016, mas o componente de máquinas e equipamentos subiu 5,1%.

“Máquinas e equipamentos são investimentos. Os empresários estão se preparando para novos ciclos de investimentos”, disse Considera.

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