Bogdan Cristel/Reuters
Bogdan Cristel/Reuters

Política econômica de emergentes é mais importante do que nunca, diz FMI

Diretora-gerente do fundo, Christine Lagarde afirmou que o crescimento mundial permanece decepcionante e desigual e pediu 'ação imediata' dos governos para lidar com o cenário

Altamiro Silva Junior, correspondente, O Estado de S. Paulo

30 Setembro 2015 | 12h10

O crescimento global permanece decepcionante e desigual e a expansão da economia mundial este ano deve ser menor que a de 2014 e ter apenas aceleração "modesta" no ano que vem, afirmou a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, durante discurso em evento em Washington nesta quarta-feira, 30, destacando que a conjuntura atual é "complexa e difícil". 

A diretora do FMI pede "ação imediata" dos governos para lidar com esse momento de transição da economia mundial. O ritmo de crescimento da China se desacelera e os Estados Unidos devem começar em breve a elevar os juros, pondo fim a sete anos de taxas próximas de zero. "O ponto principal é que a gestão proativa da política econômica por todos, e especialmente as economias emergentes, é agora mais importante do que nunca", disse ela. 

Lagarde afirmou que esses dois movimentos são "necessários e saudáveis", mas é preciso ação dos governos para estarem preparados para os efeitos adversos e contágios. "As mudanças são boas para a China, para os Estados Unidos e para o mundo", afirmou ela, ressaltando, porém, que os movimentos têm gerado incertezas e provocado volatilidade no mercado financeiro.

A comandante do FMI não falou em números em seu discurso desta quarta-feira, lembrando que as novas projeções do FMI para o Produto Interno Bruto (PIB) de vários países devem ser divulgados na semana que vem, no dia 6, em Lima (Peru), onde a instituição faz sua reunião anual. "Houve uma desaceleração acentuada do crescimento do comércio global. E a rápida queda nos preços das commodities está causando problemas para as economias baseadas nestes recursos", ressaltou.

Entre as sugestões de política mencionadas por Lagarde em seu discurso, a dirigente destacou que os governos de países emergentes devem usar medidas macroprudenciais para lidar com eventuais problemas por conta do alto endividamento das empresas, especialmente em moeda estrangeira. Ela também pediu reformas estruturais e a incorporação dos riscos de contágios para outros países nas políticas monetárias dos países desenvolvidos.

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