Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

População ocupada com carteira assinada está no nível mais baixo da série

O contingente de trabalhadores formais no País foi de 33,296 milhões de pessoas no trimestre encerrado em janeiro, aponta o IBGE

Daniela Amorim, Brodcast

28 Fevereiro 2018 | 11h53

RIO - A redução no ritmo de extinção de vagas com carteira assinada no País pode ser considerada uma boa notícia vinda do mercado de trabalho, segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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"Não podemos dizer que as políticas que estão sendo implementadas não estão sendo suficientes, elas estão reduzindo a queda na carteira assinada. Você não vai querer que de um mês para o outro se recupere todo esse volume que foi perdido (de empregos formais). Essa queda na carteira vai inverter e vai ter aumento da carteira assinada se continuar esse processo que a (recuperação da) atividade econômica tem mostrado. Recompor a carteira não é trivial. É um processo que leva tempo", afirmou Azeredo.

O coordenador reconhece, porém, que as mesmas políticas ainda não foram eficazes em gerar vagas formais e que o cenário ainda não pode ser considerado positivo. Em três anos, foram fechados 3,5 milhões de postos de trabalho com carteira assinada no setor privado. O contingente de trabalhadores formais permanece entre os patamares mais baixos da série histórica, embora as demissões tenham diminuído, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

O contingente de trabalhadores formais no País foi de 33,296 milhões de pessoas no trimestre encerrado em janeiro, tão baixo quanto o piso de 33,286 milhões registrado no trimestre até abril de 2017.

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"Estatisticamente nem tem diferença", explicou Azeredo. "A carteira assinada está no nível mais baixo da série histórica. O motivo que tem para comemorar é a desaceleração da queda na carteira, está perdendo menos. Mas chegamos ao maior nível de informalidade. De 2012 para cá, o Brasil nunca esteve tão informal e num patamar tão baixo de carteira assinada. Ainda não começamos a recompor carteira. Esse capítulo não começou ainda, a gente nem sabe quando isso vai acontecer",

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