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PORTFÓLIO- Ação da BRF entra em carteiras sugeridas para julho; Cielo é destaque

REUTERS

01 Julho 2014 | 21h 04

A expectativa de um resultado forte no segundo trimestre fez com que a ação da exportadora de carne de frango BRF fosse destaque entre as recomendações de analistas para julho, ao lado de outros nomes como Cielo e Vale.

Dois bancos adicionaram o papel da BRF às suas carteiras recomendadas para este mês: o Bank of America Merrill Lynch e o BTG Pactual. A ação já fazia parte dos portfólios da Citi Corretora e da Ágora Corretora, do Bradesco.

O BofA afirmou estar mais positivo quanto ao potencial de mudança da companhia, que tem buscado simplificar a área operacional e reorganizar a estrutura internacional, tentando reforçar a participação em segmentos de maior valor agregado. Analistas esperam que as mudanças em curso desde 2013 tragam resultados ao nos próximos trimestres.

"Estamos cada vez mais positivos sobre a entrega de sinergias prometidas. De fato, prevemos um resultado forte no segundo trimestre, com sinais de sinergias começando a aparecer, enquanto a divisão de exportações deve continuar a melhorar", escreveram analistas do BTG liderados por Carlos Sequeira.

Além disso, a queda nos preços de commodities agrícolas deve impulsionar as projeções de resultados da BRF, porque reduz os custos de insumos. Embora não tenha a ação em seu portfólio mensal, a Guide Investimentos recomendou a compra da ação nesta terça-feira, após relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que mostrou maiores estoques de grãos contribuir para os preços caírem.

A BRF foi citada em cinco dos nove portfólios recomendados para julho obtidos pela Reuters. Outra ação que se destacou foi a empresa de meios de pagamento Cielo, com seis menções, apesar de o papel já ter acumulado ganho de 13,67 por cento em junho.

"A Cielo é nossa ação preferida (no setor financeiro excluindo bancos), dadas as preocupações sobre a queda de volumes de negócios na BM&FBovespa nos próximos meses", disse o BofA.

Analistas têm recomendado a compra do papel da Cielo devido ao resiliente, apesar da fraca expectativa de expansão econômica do Brasil em 2014 e diante do cenário incerto para a bolsa por conta do resultado das eleições presidenciais de outubro.

As transações com cartões de crédito e débito no Brasil saltaram 17,7 por cento no primeiro trimestre ante mesmo período do ano passado, de acordo com a Abecs, que representa a indústria de meios eletrônicos de pagamento.

A mineradora Vale, por sua vez, que já havia sido destaque das recomendações no mês passado, foi citada em seis de nove portfólios. Mas analistas mostraram expectativas conflitantes para o desempenho futuro do papel.

A Citi Corretora tirou o papel da carteira recomendada, devido à pressão sobre o preço internacional do minério de ferro, com os estoques elevados na China e as concorrentes globais elevando os volumes exportados. O BTG recomendou a ação ordinária da mineradora, com a convicção de que o ativo parece "sobrevendido" e que os preços do minério devem ficar mais próximos dos 100 dólares por tonelada do que dos 80 dólares.

O BofA elevou sua exposição à Vale para moderadamente "overweight" (acima da média do mercado), citando que espera uma potencial recuperação nos preços da commodity.

(Por Priscila Jordão)