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Preço da gasolina deve subir ainda neste ano, sinaliza Graça Foster

Agência Estado e Economia & Negócios

12 Maio 2014 | 12h 00

A presidente Dilma, por sua vez, negou recentemente existir defasagem entre a tarifa brasileira e a praticada no exterior

RIO e SÃO PAULO - A presidente da Petrobrás, Graça Foster, voltou a comentar, em teleconferência com analistas e investidores, sobre o mecanismo de reajuste de preços de combustíveis adotado internamente pela estatal.

"Avaliamos o momento de aplicar metodologia ainda neste ano", disse a executiva. Segundo ela, o câmbio ajudou a Petrobrás a reduzir a disparidade na comparação com os valores externos.

"Isso nos trouxe mais perto da convergência, diminuiu a distância. Enquanto perdura a não paridade plena, temos que estar considerando a correção de preços", acrescentou ela, destacando que as discussões deverão levar as finanças da companhia a uma situação melhor no ano que vem.

Contradição. Em jantar com jornalistas na última semana, a presidente Dilma Rousseff rechaçou as notícias de que o governo está represando os preços da gasolina. Ela contesta a tese de defasagem dos preços praticados pela Petrobrás em relação aos do exterior.

Essa diferença é apontada pela maioria dos analistas do setor como uma das principais causas dos baixos resultados financeiros apresentados pela Petrobrás em seus últimos balanços.

A venda da gasolina ao consumidor por um preço inferior ao desembolsado pela empresa para comprar combustível no exterior estaria agravando o endividamento da estatal.

"Gostaria que me mostrasse a conta", afirma Dilma na ocasião. "Me diz o que está defasado. Está defasado em relação a que?".

A presidente também negou na ocasião que haja interferência política na empresa. "Não sou eu que defino o que a Petrobrás fará com dinheiro", disse.

O último reajuste de preços praticado pela Petrobrás aconteceu em novembro do ano passado.

(Com Reuters)