Preço do barril do petróleo bate recorde

O barril do petróleo tipo Brent, de referência na Europa, bateu recorde hoje ao fechar a US$ 71,46 na Bolsa Internacional do Petróleo de Londres. Em relação ao pregão anterior, o produto, que chegou a ser negociado a US$ 71,62, subiu US$ 0,89. Os analistas atribuíram a escalada dos preços ao medo dos mercados de que a crescente tensão internacional, gerada pelo polêmico programa nuclear iraniano e pelos enfrentamentos étnicos na Nigéria, comprometa a produção e a distribuição do produto. A estes dois fatores se somou um terceiro: a ameaça do Governo do Chade de interromper o fornecimento do produto, caso não sejam liberados os fundos concedidos pelo Banco Mundial (BM) para a construção de um oleoduto. O petróleo do Mar do Norte também superou o recorde anterior, de US$ 71,43, alcançado hoje às 17h54 GMT (14h54 de Brasília). Foi a primeira vez que o petróleo do Mar do Norte passou dos US$ 71. Irã é o quarto produtor mundial de petróleo Longe de ceder à pressão internacional, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, anunciou na semana passada que o país conseguiu completar o ciclo de produção de combustível nuclear, primeiro passo no processo de enriquecimento de urânio. Com uma produção diária de quatro milhões de barris, a maioria dos quais é exportada para a China e os países da União Européia (UE), o Irã é o quarto produtor mundial de petróleo e o segundo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Embora o Governo de Teerã tenha reiterado que seu programa nuclear esteja voltado para fins civis, como a geração de energia elétrica, os EUA e a UE acham que o Irã deseja construir armas atômicas. Problemas também na Nigéria Os mercados também vêem com preocupação a situação na Nigéria, quinto produtor da Opep, onde a violência paralisou 25% da produção. Os conflitos étnicos estão concentrados no delta do Níger, região onde se localiza a maior parte das jazidas petrolíferas do país. A complexa situação do mercado do petróleo se completa com o medo de que falte combustível no verão no hemisfério norte, quando há um aumento do consumo de gasolina.

Agencia Estado,

17 Abril 2006 | 17h21

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