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Preço do leite sobe em São Paulo com início da entressafra

Tomas Okuda, da Agência Estado

24 Julho 2013 | 13h 34

Leite longa vida avançou 3,1% em maio e, em 12 meses, acumula alta de 15%, puxado também pela redução da oferta internacional

SÃO PAULO - Os preços do leite no Estado de São Paulo começaram a subir com o início da entressafra, em maio. No varejo, os aumentos em relação ao mês de abril alcançaram 3,1% para o leite UHT (longa vida), 3,4% para o leite C e 1,3% para o leite B. Levando em conta o acumulado dos últimos 12 meses, a alta do longa vida alcança 15,2%, do leite C, 13,7%, e do leite B, 10,1%. O levantamento é do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), da Secretaria estadual de Agricultura e Abastecimento.

Para o produtor, os preços recebidos levantados pelo IEA mostraram alta superior em relação ao varejo. Em abril, o leite C teve alta de 8,33% e o leite B, 5,2%. No acumulado de 12 meses, os preços do produtor subiram 8,3% e 9,7% para os leites C e B, respectivamente.

A pesquisadora do IEA, Rosana de Oliveira Pithan e Silva, informa em comunicado que a alta do varejo até ficou aquém do esperado, provavelmente por causa da pressão do setor supermercadista. Segundo ela, apesar disso, a expectativa é de elevação das cotações até o fim da entressafra, em novembro, não só para o leite como para os seus derivados.

Rosana acrescenta que a forte onda de frio desta semana deve piorar ainda mais a situação das pastagens nos Estados do Sul e do Sudeste, contribuindo para altas mais expressivas nos preços do leite. Com pastagens comprometidas, o produtor tem de suplementar a alimentação do gado, elevando os custos.

Embora a alta de preço seja justificada pelo início da entressafra do produto, alguns fatores vêm influenciando esses aumentos, comenta Rosana. Um deles é a redução da oferta no mercado internacional. Os principais exportadores de lácteos tiveram uma redução da produção, com destaque especial para a Nova Zelândia, maior exportadora mundial de leite, por causa da estiagem.

Conforme Rosana, outro fator é o aumento da demanda internacional pelo produto, com destaque para a China, onde se espera um crescimento da ordem de 50% nas importações. Os parceiros do Mercosul, em especial Argentina e Uruguai, principais exportadores do produto para o Brasil, também apresentam diminuição na produção.

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