Preço do petróleo cai com medidas anunciadas por Bush

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou hoje a suspensão temporária dos depósitos na reserva estratégica de petróleo do país para que haja maior disponibilidade do produto para os consumidores. O anúncio do presidente faz parte de uma série de medidas para enfrentar a forte alta do preço da gasolina que, segundo o Governo, já registra o quarto valor mais alto da história. De fato, logo em seguida ao anúncio de Bush, os preços do petróleo caíram. Por volta das 12h (horário de Brasília), o contrato do petróleo bruto com vencimento para junho cedia 0,65%, para US$ 72,80 por barril, na Nymex. O contrato da gasolina para o mesmo mês cedia 1,76%, para US$ 2,1350 por galão. A interrupção será mantida até "próximo outono" no hemisfério norte (primavera no Brasil), explicou Bush, após destacar que os analistas calculam que os altos preços da gasolina serão mantidos até então. "Cada contribuição, por menor que seja, conta", afirmou o presidente em um discurso em Washington. Além disso, o presidente anunciou uma investigação para determinar se as petrolíferas estão manipulando artificialmente a alta do preço dos combustíveis. "Não vamos tolerar a manipulação dos preços" da gasolina, disse Bush, que afirmou que o Governo vai se "assegurar" de que os consumidores "sejam tratados justamente" nos postos de gasolina. Decisões do consumidor O presidente também encorajou os consumidores a reduzir seu uso de combustível e optar por alternativas para diminuir o consumo de petróleo, como a compra de veículos híbridos ou a diesel, que gastam 30% menos. Neste sentido, o presidente anunciou incentivos fiscais este ano para a compra de veículos híbridos, equipados com motor a gasolina e uma bateria. Bush também ressaltou que sua Administração promove pesquisas sobre fontes alternativas de energia, como o álcool. Preço alto, popularidade em queda Uma pesquisa divulgada ontem pela rede de televisão "CNN" indica que a popularidade presidencial está em 32%, o nível mais baixo de todo seu mandato, influenciada pelos altos preços da energia. Segundo a pesquisa, 69% dos entrevistados asseguram que a alta está lhes causando dificuldades, frente a 28% que disseram que a alta da gasolina não lhes gerou problemas, e a 1% que preferiu não opinar.

Agencia Estado,

25 Abril 2006 | 12h31

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