Prêmio é referência e valoriza companhias

Disputam o troféu, criado há 24 anos, empresas dos segmentos de incorporação, vendas e construção que atuam na cidade de São Paulo e região metropolitana

Especial para O Estado

13 Junho 2017 | 22h30

Parceria da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) com o Estado, o Top Imobiliário completa 24 anos de existência com o conceito de reconhecer as empresas com maior destaque no setor.

Concorrem ao prêmio companhias do segmento de incorporação, vendas e construção, atuantes no mercado de lançamentos na Região Metropolitana de São Paulo. É um dos prêmios mais esperados por todo o setor, diz a coordenadora de Pesquisa e Análise de Mercado da Embraesp, Samantha Furlan.

Segundo ela, o Top Imobiliário é um resultado confiável do desempenho das empresas que tiveram maior participação no mercado. A pontuação em cinco quesitos – lançamentos, número de blocos, unidades, área de construção e valor geral de vendas lançado – compõe o ranking final.

Os dados são mensurados e validados pela Embraesp, por meio de pesquisas dos lançamentos na Grande São Paulo. “Sua importância está em reconhecer as empresas que mais se destacaram”, afirma Samantha.

Nesta edição, 18 companhias vão receber ao todo 30 troféus, por terem sido as que mais atuaram, no ano passado, na capital e Grande São Paulo. A região recebeu lançamentos de residenciais com o total de 3,2 milhões de m² de área construída, dos quais 2,2 milhões somente na cidade de São Paulo. Houve uma redução de 24 % em relação ao ano anterior.

 

O grande mercado é o residencial, em especial o segmento de moradia popular. Mas os lançamentos de médio e alto padrão em São Paulo, que aumentaram em número desde o último trimestre de 2016, apresentam boa velocidade de vendas.

Os negócios com imóveis acima de R$ 1 milhão tiveram crescimento na Fernandez Mera. “No primeiro trimestre deste ano, vendemos R$ 72 milhões contra R$ 31 milhões no mesmo período de 2016”, diz o vice-presidente da imobiliária, Fábio Soltau. “Em 2017, o segmento melhorou muito, principalmente por conta da procura por quatro dormitórios mais compactos.”

Segundo ele, as vendas dos imóveis de médio padrão, entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão, tiveram crescimento mais tímido, na faixa de 15%.

Outro fator positivo, diz Soltau, são as quedas de juros que têm sido feitas pelo Banco Central. “As vendas dos imóveis de médio e alto padrão são muito influenciadas pela economia.”

Na sua opinião, quando a Selic cai, esse público, que já estava procurando, só esperando o momento certo, compra. “Porque outros investimentos deixam de ser atrativos com a queda dos juros. Ele muda de um investimento no papel para um investimento real”, diz.

O homenageado nesta edição do prêmio é Henrique Borenstein, fundador e presidente do conselho de administração da Helbor. Aos 86 anos, ele já viveu outras crises econômicas à frente da incorporadora e garante ter saído delas sempre maior do que entrou.

Ele admite, porém, que a situação atual é de solução mais difícil, por agregar aos problemas econômico-financeiros o componente político. “Só temos certeza de que vamos sair da crise e continuar em nossa empresa, se Deus quiser.”

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