Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Presidente da Sabesp afirma que ainda há espaço para aumento da tarifa em São Paulo

Executivo justifica afirmação citando cidades como Paris e Nova York, onde cobra-se o dobro pelo serviço

Letícia Fucuchima, O Estado de S.Paulo

04 Outubro 2017 | 19h10

De acordo com o presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Jerson Kelman, a estrutura tarifária em São Paulo está “absolutamente errada”. “É algo que veio dos anos 1980, e desserve a população”. Ele afirma que estudos da companhia constataram que seria possível atingir a universalização dos serviços de saneamento em São Paulo apenas com tarifa - mas, para isso, ela teria de subir.

O entendimento é de que ainda há espaço para aumentar os níveis tarifários. Para exemplificar, Kelman citou a situação de Campinas, onde o consumo de 10 metros cúbicos (tido como o padrão mais comum) custa R$ 70 reais, contra R$ 45 reais cobrados em São Paulo. Ele seguiu com uma comparação internacional, mencionando que a tarifa em São Paulo é duas vezes menor que a de Nova York ou Paris. “E tem que ser mesmo, porque lá eles fizeram todos os investimentos”.

Para ele, o cálculo tarifário tem de permitir o crescimento real da tarifa. Isso porque, pela estrutura atual, a tarifa remunera apenas ativos existentes, e não os investimentos que ainda são necessários para expandir a prestação dos serviços. 

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O executivo disse ainda que a cobertura da tarifa social poderia aumentar se os subsídios à classe média fossem reduzidos. De acordo com ele, esses benefícios a quem pode pagar a mais pelo serviço penaliza não só as camadas mais pobres, mas também os setores industrial e comercial.

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