FELIPE RAU/ESTADÃO
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Presidente do BNDES afirma que JBS é 'um dos negócios mais bem bolados e bem sucedidos'

O banco de fomento lançou nesta sexta-feira, 14, livro com balanços das atividades da instituição entre 2001 e 2016

Mariana Sallowicz, O Estado de S.Paulo

14 Julho 2017 | 19h27

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, afirmou que a JBS é "um dos negócios mais bem bolados e bem sucedidos da BNDESPar", braço de participações da empresa. O banco de fomento tem 21,32% de participação na companhia. Rabello de Castro citou ainda que a companhia teve projeção mundial com a compra da Pilgrims Pride Corporation, em 2009. O negócio recebeu apoio do BNDES.

"A compra da Pilgrims, em plena crise mundial, com a colaboração financeira, societária do BNDES, foi absolutamente decisiva. Ali a empresa JBS realmente ganhou a dimensão mundial", disse, destacando que falava não como presidente do BNDES, mas sim como consultor econômico. "Foi num momento em que todos estavam vendendo ativos", afirmou.

O BNDES divulgou nesta sexta-feira, 14, o "Livro Verde", no qual traz balanços das atividades do banco entre 2001 e 2016. O apoio do BNDESPar via mercado de capitais à empresa e à Bertin, posteriormente associada à JBS, somou R$ 8,1 bilhões. "Como resultado, as operações de mercado de capitais já renderam cerca de R$ 5,04 bilhões entre dividendos, comissões, prêmios e alienação de ativos", traz o livro.

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Rabello de Castro destacou que o resultado líquido das operações do BNDES com a JBS até dezembro tinha sido positivo em R$ 3,56 bilhões. O banco colocou R$ 8,1 bilhões na empresa. O presidente do banco disse ainda que a empresa passa por momento delicado. "Quem mais sofre é o mercado pecuário brasileiro, com diminuição de liquidez ou capacidade de comprar pela JBS". Ele diz que vê com urgência a regularização dos créditos. "É uma companhia dos brasileiros, antes de ser de qualquer controlador". Entre 2005 e 2016, a JBS foi quem mais recebeu no setor de carnes individualmente apoio do BNDES e BNDESPar, com 26%. 

 

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