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Prévia da inflação acelera para 1,42% em fevereiro, a maior alta para o mês desde 2003

Alimentação e Bebidas, Transportes e Educação pressionaram o IPCA-15 no período; índice acumula alta de 2,35% no ano e de 10,84% em 12 meses

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Daniela Amorim,
O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2016 | 09h00

RIO - Apesar da crise econômica, a alta de preços não deu trégua em fevereiro e a inflação voltou a acelerar. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 1,42% em fevereiro, após subir 0,92% em janeiro. Foi a maior alta para o mês desde 2003.

O resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou acima das estimativas dos analistas, que esperavam inflação entre 0,95% e 1,41%, com mediana de 1,32%. Em fevereiro de 2015, o IPCA-15 havia subido 1,33%.

O IPCA-15 acumula aumento de 2,35% no ano e de 10,84%em 12 meses. Com apenas dois meses de resultado e a inflação já somando mais de um terço do teto da meta do governo (6,5%), o mercado já começa a prever um novo ano de estouro deste limite. No último Boletim Focus, analistas calcularam que a inflação deve encerrar 2016 em 7,62%. No caso do resultado em 12 meses (10,84%), é a maior alta desde novembro de 2003, quando foi de 12,69%

Seis entre nove grupos registraram aceleração no ritmo de aumento de preços na passagem de janeiro para fevereiro. Os grupos que mais impactaram a inflação foram Alimentação e Bebidas, com alta de 1,92% e impacto de 0,49 ponto porcentual, Transportes, com 1,65% de aumento e 0,30 p.p. de impacto, e Educação, com 5,91% de avanço e impacto de 0,27 p.p.. Juntos, foram responsáveis por 75% do IPCA-15, somando 1,06 p.p. de impacto. 

Segundo o IBGE, a alta no grupo Educação reflete os reajustes praticados no início do ano letivo, especialmente os aumentos nas mensalidades dos cursos regulares, que subiram 7,41%. O item teve o maior impacto individual no índice do mês, 0,21 p.p.

No caso dos alimentos, os destaques de alta foram a cenoura (24,26%), a cebola (14,16%), o tomate (14,11%), o alho (13,08%), a farinha de mandioca (12,20%) e as hortaliças (8,66%). As tarifas dos ônibus urbanos, com alta de 5,69%, foram o fator de pressão para o grupo Transportes. Isso porque neste começo de ano várias cidades reajustaram suas tarifas de transporte.

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