André Dusek/Estadão
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Previsão do mercado para inflação cai pela 11ª vez consecutiva

Pelo relatório Focus, a previsão do IPCA em 2017 cai de 3,93% para 3,92%

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

22 Maio 2017 | 08h50

BRASÍLIA - Os economistas do mercado financeiro reduziram a previsão do IPCA em 2017 pela 11ª vez consecutiva. O relatório Focus mostra que a projeção caiu de 3,93% para 3,92%. Em 2018, o mercado espera que o índice seja de 4,34%, ante 4,36% do relatório da semana passada.

Os analistas consultados ainda mantiveram suas projeções para a Selic no fim de 2017 e de 2018. A mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 8,50% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. O relatório indicou ainda que a mediana das projeções dos economistas para a Selic no fim de 2018 permaneceu em 8,50% ao ano, igual ao projetado há um mês.

O Copom anunciou mês passado corte de 1 ponto porcentual da Selic, para 11,25% ao ano, como esperado pelo mercado. No início da semana passada, uma parcela do mercado financeiro passou a projetar corte maior, de 1,25 ponto porcentual, no encontro do fim de maio. Esta migração das apostas, no entanto, foi prejudicada pelo aumento do risco político, após as notícias sobre a delação de executivos da JBS.

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No relatório Focus, a Selic média de 2017 foi de 10,22% para 10,19% ao ano. Há um mês, a mediana da taxa média projetada era de 10,31%. No caso de 2018, a Selic média seguiu em 8,50%. Quatro semanas antes, estava em 8,60%.

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PIB. A mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano seguiu em alta de 0,50%. Há um mês, a perspectiva era de avanço de 0,43%. Para 2018, o mercado manteve a previsão de alta, de 2,50%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava no mesmo patamar.

Na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada em abril, os diretores do Banco Central afirmaram que os indicadores permanecem compatíveis com a estabilização da atividade econômica ao longo de 2017. Na semana passada, no entanto, as notícias sobre a delação da JBS, que atingem o governo Michel Temer, elevaram o risco. Na visão de alguns analistas, a crise política pode prejudicar a recuperação da atividade.

No relatório Focus, as projeções para a produção industrial indicaram um cenário de recuperação neste e no próximo ano. O avanço projetado para 2017 passou de 1,25% para 1,30%. Há um mês, estava em 1,36%. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 2,50%, mesmo porcentual de quatro semanas antes.

Já a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 permaneceu em 51,50% no Focus. Há um mês, estava em 51,45%. Para 2018, as expectativas no boletim Focus foram de 55,00% para 55,20%, ante 55,00% de um mês atrás. 

Câmbio. O Relatório mostrou que a cotação da moeda americana estará em R$ 3,23 no encerramento de 2017. Este valor é inferior ao projetado uma semana atrás, de R$ 3,25. Há um mês, estava em 3,23%. O câmbio médio de 2017 passou de R$ 3,18 para R$ 3,17, ante os mesmos R$ 3,17 um mês antes.

No caso de 2018, a projeção para o câmbio no fim do ano seguiu em R$ 3,36. Quatro semanas antes, estava em R$ 3,38. Já a projeção para o câmbio médio no próximo ano foi de R$ 3,33 para R$ 3,31, ante R$ 3,31 de quatro semanas atrás.

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