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Daniel Teixeira|Estadão

Processo de venda da Braskem é retomado pela Petrobrás

Negócio foi decidido no ano passado, mas esbarrava no contrato de fornecimento de nafta entre a petroquímica e a estatal; complexo em construção da Braskem também travava a transação

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Aline Bronzati, André Magnabosco,
O Estado de S.Paulo

13 Janeiro 2016 | 21h25

A Petrobrás deve iniciar nos próximos 15 dias o processo formal da venda de sua participação na Braskem, controlada pela estatal em conjunto com a Odebrecht, segundo fontes. O negócio foi decidido no ano passado – e foi antecipado pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, em abril –, mas esbarrava em duas questões para deslanchar.

Em primeiro lugar, havia um impasse entre Braskem e Petrobrás em relação ao novo contrato de longo prazo para o fornecimento de nafta, matéria-prima da petroquímica. Essa questão foi resolvida no final de dezembro. Além disso, o complexo em construção pela Braskem com a parceria da Idesa, no México, previsto para 2015, entrou em fase de testes e deve iniciar operações comerciais no decorrer das próximas semanas.

A cifra que a Petrobrás deve embolsar com a venda de sua fatia de 36% ainda não está fechada, mas, segundo fontes, deve corresponder ao valor de mercado mais um prêmio de controle, que dependerá do processo de concorrência. Quando a venda foi decidida, falava-se no mercado em um prêmio de 30%. De lá para cá, porém, as ações da Braskem, até então impactadas pelos desdobramentos das investigações da Polícia Federal na Operação Lava Jato, se recuperaram. Hoje, a fatia da Petrobrás na Braskem corresponde a R$ 5,4 bilhões. Naquele momento, essa participação estava avaliada em R$ 2,8 bilhões.

Embora ainda não tenha oficializado a negociação de sua fatia na Braskem, a Petrobrás já teria recebido manifestação de interessados, tanto de empresas do segmento como de investidores no País e no exterior. Mas não há prazo para que um eventual negócio seja fechado.

A candidata natural a assumir a participação da estatal seria a sócia Odebrecht, que tem 38% da Braskem, mas o conglomerado enfrenta um momento particular desde a prisão de Marcelo Odebrecht e, por isso, não deve fazer uma oferta pela fatia.

Procuradas, Braskem e Petrobrás não se posicionaram sobre o assunto. A Odebrecht disse que tomou conhecimento sobre a intenção da Petrobrás pela imprensa, e salientou que vai “acompanhar o desdobramento do assunto”.

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