Procon: juro médio do cheque especial foi de 8,67%

De acordo com análise comparativa da pesquisa de taxas de juros bancários feita mensalmente pela Fundação Procon-SP, órgão de defesa do consumidor ligado ao governo estadual, constatou-se uma taxa média mensal de 8,67% para o cheque especial e de 4,85% para o empréstimo pessoal. Em 2000, essas taxas foram de 8,99% e 4,49%, respectivamente. A maior taxa média em 2001 no cheque especial foi de 9,90% ao mês do Bandeirantes e a menor foi de 7,74% ao mês da Nossa Caixa Nosso Banco. Durante o ano, constatou-se que a taxa média mensal em janeiro foi de 8,42%, chegando a 8,90% ao mês em dezembro, uma variação de 5,70%. Com relação ao empréstimo pessoal, verificou-se que a maior taxa média foi de 5,57% ao mês do Bradesco, enquanto a menor foi de 3,31% ao mês do BBV. Nesta modalidade, no início do ano, a taxa média mensal era de 4,22% e terminou o ano em 5,46% ao mês. Conjuntura econômica No início do ano, os indicadores do nível de atividade econômica sinalizaram forte expansão, principalmente da demanda por consumo, contribuindo para isso a redução nas taxas de juros durante o ano de 2000. Ao contrário do ano anterior, no decorrer de 2001, em especial no segundo semestre, observou-se tendência de alta, tanto no empréstimo pessoal como no cheque especial, reflexo da alta inadimplência, da crise no mercado mundial, da alta do dólar e da crise energética. Esses fatores fizeram com que o Comitê de Política Monetária (Copom) elevasse gradativamente a taxa básica de juros - Selic - aos atuais 19% ao ano. Em relação ao cenário econômico internacional, os primeiros meses do ano foram marcados principalmente pela continuidade da desaceleração da economia dos Estados Unidos e pela crise Argentina. Esse quadro agravou-se ainda mais, a partir de setembro, com as repercussões dos atentados aos Estados Unidos, com reflexos na economia brasileira e mundial. O quadro negativo começou a ser revertido no final do ano, em especial em novembro e dezembro. Segundo pesquisas específicas, as intenções de consumo aumentaram, mas o consumidor ainda permanece cauteloso frente à situação econômica futura, temendo aumento do desemprego e da inflação. Essa atitude deve estender-se à utilização de linhas de crédito, como o cheque especial e o empréstimo pessoal, que ao longo do ano continuaram em patamares elevados, o que ficou demonstrado nas coletas mensais da Fundação Procon-SP. Torna-se essencial para o consumidor conhecer detalhadamente as condições estabelecidas pelas instituições financeiras, evitando surpresas desagradáveis.

Agencia Estado,

27 Dezembro 2001 | 10h55

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