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Programa de aprendizagem é só o começo

Jeferson Luiz dos Santos ingressou na Jacto após curso do Senai e hoje é superviso

Daniela Rocha- ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S. Paulo

04 Setembro 2015 | 03h00

Para muitos jovens, a formação nos programas de aprendizagem industrial abriu as portas para o primeiro emprego e também representou forte estímulo à evolução profissional. São inúmeras as histórias de sucesso. Uma delas é a de Jeferson Luiz dos Santos, de 31 anos, supervisor de Produção da Jacto Clean, unidade de lavadoras de alta pressão do Grupo Jacto, que fica em Pompeia, município do interior paulista. 

Ele ingressou na companhia em 2000, com apenas 16 anos, após ter concluído curso de técnico em mecânica no Senai de Marília. De origem humilde, ele morava em Quintana, cidade vizinha, com o pai, agricultor; a mãe, dona de casa; e duas irmãs mais novas. 

Jeferson sempre estudou em escola pública. “Na região, víamos bons exemplos de pessoas formadas no Senai que conseguiam emprego. Naquela época, eu ajudava meu pai. Decidi fazer o curso técnico para ter uma profissão e a Jacto acabou me contratando”, conta. 

Ele teve a oportunidade de participar da WorldSkills, a Olimpíada do Conhecimento, a maior competição de educação profissional do mundo. Após conquistar medalhas de ouro nas etapas estadual e nacional, ganhou medalha de prata na disputa mundial em Helsinque, na Finlândia, em 2005. “A empresa sempre me incentivou para que eu participasse dessa competição. Foi uma experiência ótima.” 

Jeferson dos Santos continuou se desenvolvendo. Ele se formou em Engenharia de Produção na Universidade de Marília (Unimar) em 2008. A empresa custeou 40% do curso. Depois, decidiu fazer MBA em gestão industrial e contou com auxílio da companhia para pagar parte das mensalidades. 

Com isso, vieram avanços na carreira. Ele passou de engenheiro de processos para chefe de produção e, depois, supervisor de produção. “Recebo muitos aprendizes na minha área. Os jovens chegam animados porque estão começando a trabalhar e ganhar o próprio dinheiro. No interior, há menos opções e o papel do Senai na capacitação profissional é mais relevante”, comenta Santos. 

Henrique Santana, de 22 anos, foi efetivado há cerca de dois anos na planta da Bosch em Campinas (SP) como técnico em planejamento CNC (Comando Numérico Computadorizado) do setor de ferramentaria, que desenvolve moldes para autopeças. 

Na família dele, várias pessoas tiverem êxito ao trabalhar em metalurgia e mecânica, o que o inspirou. Incentivado pelo pai, ele se inscreveu no curso de mecânica de usinagem do Senai. Depois, participou do programa que a Bosch mantém em parceria com a instituição e especializou-se em fresagem e CNC. Ele havia feito ensino fundamental e médio em escola pública.

“Hoje, estou cursando engenharia mecânica e quero continuar crescendo na minha área, que é bastante dinâmica”, afirma Santana. Ele está no quarto semestre no Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal). Henrique Santana também participou da WorldSkills. 

Primeiro, conquistou medalhas de ouro nas edições estadual e nacional. Em 2013, ganhou medalha de ouro no mundial em Leipzig, na Alemanha. No ano passado, ficou em primeiro lugar na rodada das Américas, em Bogotá, na Colômbia. 

“Os treinamentos para a Olimpíada do Conhecimento são intensos e adiantam o participante dez anos na indústria. Aprendi muito”, destaca.

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