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Projeção é de até 1,5 milhão de empregos a menos no ano

Desemprego tem se aprofundado à medida que atividade econômica recua, apontam analistas

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Luiz Guilherme Gerbelli, André Ítalo Rocha,
O Estado de S.Paulo

22 Março 2016 | 21h53

SÃO PAULO - A fraqueza da economia deverá fazer com que o quadro do emprego continue ruim ao longo deste ano. Nas previsões dos analistas, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deverá recuar cerca de 4% este ano.

O economista Luiz Fernando Castelli, da GO Associados, avaliou que o mercado de trabalho tende a demorar um pouco para reagir ao comportamento da economia e disse que, como a atividade não para de cair, o desemprego tem se aprofundado no País. “A tendência é de que o aumento do desemprego se acentue neste primeiro semestre, com uma estabilização da situação no segundo semestre”, afirma o economista. O economista da GO Associados estima que o ano de 2016 terá um corte de aproximadamente 1,5 milhão de postos de trabalho, praticamente o mesmo resultado de 2015. Castelli afirmou que os setores de serviços e comércio estão sentindo mais os efeitos da crise econômica em 2016, principalmente em razão da queda do consumo das famílias.

Na projeção do economista Fábio Romão, da LCA Consultores, a economia brasileira deverá fechar cerca de 1,250 milhão de vagas em 2016. “Neste ano, deve ocorre um fechamento menor de vagas porque a construção dá sinais de que grande parte do ajuste no emprego ocorreu no ano passado, e a indústria também tem algumas indicações de que deve fechar menos postos”, afirma Romão.

A expectativa do economista também é de que serviços e comércio tenham um desempenho não tão ruim como o observado em 2015 porque a renda deve cair menos em 2016. 

Com base nos dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), medida pelo IBGE, a renda real recuou 3,7% no ano passado e, nas projeções da LCA, deve cair 2,5% em 2016.

“A inflação vai continuar em 2016, mas será menor do que a de 2015, o que deve ajudar a renda a não cair tanto”, diz Romão. “Isso, de alguma maneira, pode contribuir, sobretudo ao longo da segunda metade deste ano, para que os setores de comércio e serviço não fechem tantos postos de trabalho”, afirma o economista. 

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