André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Protesto de senadoras da oposição interrompe votação da reforma trabalhista

Gleisi Hoffmann, Fátima Bezerra e Vanessa Graziotin ocuparam lugar do presidente do Senado, Eunício Oliveira e levaram até marmita para a mesa

Julia Lindner, Fernando Nakagawa e Thiago Faria, O Estado de S.Paulo

11 Julho 2017 | 15h01

BRASÍLIA - O último capítulo da reforma trabalhista no Senado começou com tumulto nesta terça-feira, 11. O presidente da Casa, Eunício Oliveira, interrompeu a sessão após as senadoras Gleisi Hoffmann (PT-RR), Fátima Bezerra (PT-RN) e Vanessa Graziotin (PCdoB-AM) ocuparem a Mesa Diretora, local a ele destinado. Elas foram apoiadas por Regina Sousa (PT-PI) e Lídice da Mata (PSB-BA), além de outras senadoras da oposição.

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Até 14h30, as parlamentares permaneciam o local, que ocuparam após o atraso de Eunício para iniciar a sessão. Os debates começaram por volta das 11h, com Fátima Bezerra abrindo a tribuna, mas o presidente do Senado chegou uma hora depois. 

Houve bate-boca e tumulto no plenário da Casa. Eunício deixou o local por volta de 12h05, declarando que a votação da reforma trabalhista será retomada "quando a ditadura deixar".

Inicialmente, o presidente do Senado proibiu o acesso da imprensa e de assessores parlamentares ao plenário e determinou o apagar das luzes e o corte do som dos microfones. A maioria dos senadores da base deixou o local e a circulação no Salão Azul, do lado de fora do plenário, ficou restrita a assessores e jornalistas.

Questionado por jornalistas sobre a proibição da entrada da imprensa, Eunício respondeu que "a sessão estava encerrada e as luzes apagadas", mantendo o seu posicionamento. Alguns minutos depois, no entanto, a assessoria de imprensa da presidência da Casa autorizou a entrada de jornalistas.

Mesmo assim, as parlamentares se recusaram a sair. Elas conversavam, gravavam vídeos para redes sociais e até almoçaram na mesa.

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