Publicitário Agnelo Pacheco morre em SP aos 70 anos

Criador de uns dos slogans mais conhecidos da publicidade brasileira, ele estava internado no Hospital Israelita Albert Einstein

O Estado de S.Paulo

13 Outubro 2017 | 05h00

Morreu, na noite de quarta-feira, 11, aos 70 anos, o publicitário Agnelo Pacheco. Dono da agência que leva seu nome, Pacheco estava internado no Hospital Israelita Albert Einstein, onde também ocorreu o velório. A cerimônia de cremação ocorreu na quinta-feira, 12.

Criador de uns dos slogans mais conhecidos da publicidade brasileira: “Tomou Doril, a dor sumiu”, Pacheco deixa a esposa, quatro filhos e quatro netos.

Nascido no Rio de Janeiro, Agnelo passou a infância e adolescência em Belo Horizonte, onde começou carreira de ator. Formou-se em comunicação e direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e ingressou em publicidade no início dos anos 1970, pela agência Norton. Sua primeira campanha relevante foi a do parque de diversões Playcenter. Em 1979, foi transferido pela Norton para São Paulo como diretor nacional de criação da agência e sua carreira deslanchou, recebendo diversos prêmios internacionais.

Pacheco foi o primeiro publicitário, no Brasil, a ganhar o Clio Awards Mundial para televisão, em 1980, com o filme de lançamento do Pneu Tropical. “Quando ele saiu da Norton, em 1985, para tirar um ano sabático, os clientes da agência não deixaram. Ele abriu a própria agência (a Agnelo Pacheco Publicidade)”, disse Lucas Pacheco, irmão do publicitário.

“Temos de prestar homenagens a criativos que imortalizam campanhas e produtos. Agnelo criou uma frase que o Brasil inteiro repete por décadas, que é o slogan de Doril, e apenas isto já mereceria meu respeito”, disse ontem ao Estado João Livi, presidente da Talent Marcel.

Mais conteúdo sobre:
Agnelo Pacheco Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.